Um tribunal russo concedeu liberdade sob fiança nesta segunda-feira a uma das 30 pessoas detidas enquanto aguardam julgamento por um protesto do Greenpeace em 18 de setembro contra a exploração de petróleo no Ártico. A corte determinou que Yekaterina Zaspa, cidadã russa que trabalhava como médica do navio do Greenpeace utilizado no protesto, mas que não está entre os ativistas que tentaram escalar a plataforma de petróleo, pode ser solta com o pagamento de fiança de 2 milhões de rublos (61.300 dólares). Uma corte separada de São Petersburgo negou pedido de fiança a outro preso por envolvimento no protesto, Colin Russell, atendendo a pedido da promotoria para prorrogar a prisão dele até 24 de fevereiro. A brasileira Ana Paula Maciel está entre os ativistas presos por envolvimento no protesto. PRORROGAÇÃO O Ministério Público da Rússia pediu à Justiça ontem que prorrogue o período de prisão dos ativistas do Greenpeace detidos por um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, alegando que eles podem deixar o país se forem libertados. O pedido por mais três meses de prisão foi apresentado a tribunais de São Petersburgo, onde os 28 ativistas do grupo ambientalista - incluindo uma brasileira - e dois jornalistas estão detidos, em um caso que causou preocupações no exterior. Os 30 foram detidos depois que a guarda-costeira abordou o navio quebra-gelo do Greenpeace Arctic Sunrise após manifestação numa plataforma de petróleo da empresa estatal Gazprom no Mar de Pechora, em 18 de setembro. Os 30 foram acusados de vandalismo e podem ser condenados a até sete anos de prisão pelo protesto, no qual alguns ativistas tentaram escalar a plataforma Prirazlomnaya. O Greenpeace diz que a manifestação foi pacífica e considera as acusações infundadas. "Eu não fiz nada de errado. Eu não entendo as razões pelas quais estou sendo detido", disse Colin Russell, australiano que trabalhava como técnico do Arctic Sunrise, a um tribunal de São Petersburgo, em uma das várias audiências agendadas para ontem.