MUNDO
Sábado, 03 de Março de 2012, 14h:06
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CRISE NA SÍRIA
Rússia e China têm responsabilidade
A Casa Branca se mostrou indignada pelas 61 mortes pela onda de violência no país e o impedimento ao acesso do comboio de ajuda humanitária da Cruz Vermelha
O governo dos Estados Unidos condenou os "horrorosos" episódios de violência das últimas horas na Síria, especialmente na cidade de Homs, e pediu à Rússia e China que "assumam sua responsabilidade" pela repressão. "Eles também têm responsabilidade pela violência que ali ocorre", destacou a porta-voz, segundo quem os Estados Unidos receberam "melhores respostas" do ministro das Relações Exteriores da Rússia nas últimas 24 horas no que se refere à ajuda humanitária. A Casa Branca e o Departamento de Estado se mostraram indignados pelas 61 mortes pela onda de violência no país e o impedimento ao acesso do comboio de ajuda humanitária da Cruz Vermelha ao bairro de Baba Amro, em Homs, pelo regime sírio. "A brutalidade ocorrida na cidade de Homs nas últimas 24 a 48 horas é vergonhosa e horrorosa, e deve ser condenada por todas as nações do mundo", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, também classificou como "absolutamente horrorosa" a situação na cidade síria, que "lembra alguns dos atos mais bárbaros da história humana recente". "Esperamos que a ajuda humanitária que o governo sírio promete deixar entrar em Homs possa começar a fluir para que a sofrida população possa ter um alívio", assinalou a porta-voz, em referência ao comboio da Cruz Vermelha, que teve de adiar sua entrada para sábado. Nuland ressaltou que todos os países devem se somar à pressão contra o presidente Bashar al-Assad, "inclusive aqueles que ainda estão lhe dando apoio e lhe deram nesta semana no Conselho de Direitos Humanos da ONU", em referência à Rússia e China, que não aceitaram o repúdio do organismo à repressão síria. CRÍCAS Horas antes, o embaixador da Síria na ONU (Organização das Nações Unidas), Bashar al Haffari, disse que o secretário-geral da organização, Ban Ki-Moon, é "injusto" ao dizer que o regime do ditador Bashar al Assad não protege seus cidadãos. "O secretário-geral está cometendo uma dupla injustiça. Primeiro, que cada governo é responsável por proteger seus cidadãos e é exatamente isso que estamos fazendo; segundo, por reivindicar sanções ao país, que estão esmagando o povo sírio e o fazendo sofrer", afirmou Haffari. Em relação ao visto da enviada humanitária da ONU, Valerie Amos, o representante sírio afirmou que o regime não negou a autorização, mas não determinou quando será concedida. Ele também questionou Ban Ki-Moon por ter insinuado que o regime estaria fazendo uma "limpeza" antes que Amos visite a Síria.