MUNDO
Sábado, 20 de Julho de 2013, 13h:33
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EGITO
Protestos no Egito deixam mais 5 mortos
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu autorização ao Egito para enviar uma missão da ONU ao país após o golpe contra Mursi
Pelo menos três pessoas morreram na noite de ontem em confrontos entre manifestantes rivais na cidade egípcia de Mansura, enquanto outras duas vítimas foram registradas em um ataque armado na Península do Sinai, informou ontem o jornal oficial Al Ahram. Em Mansura, situada no delta do Nilo, três mulheres morreram após os violentos confrontos entre manifestantes a favor e contra da destituição do então presidente Mohammed Mursi, detalhou a fonte, que acrescentou que sete pessoas também ficaram feridas. A jornada de ontem no Egito foi marcada por grandes protestos tanto de partidários quanto de opositores de Mursi, na chamada por ambos os grupos "sexta-feira da vitória". Já o ataque no Sinai foi perpetrado por um grupo armado contra um posto de controle do Exército, embora os disparos também tenham atingido um imóvel próximo. Neste incidente, que ocorreu perto da cidade de Al Arish, no norte do Sinai, dois civis morreram e um terceiro ficou ferido. Há meses, o Sinai é palco de ataques e sabotagens por parte de homens armados e beduínos, que aumentaram suas atividades após o golpe militar contra Mursi. No inicio do mês, o Exército e a polícia egípcia começaram uma série de operações contra grupos armados nesta península, coincidindo com os grandes protestos contra o então presidente. Nesta semana, pelo menos dez supostos extremistas morreram em operações de segurança na zona. MISSÃO DE PAZ O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos informou que pediu autorização ao Egito para enviar uma missão da ONU ao país após o golpe contra o presidente islamita Mohammed Mursi. "A alta comissária, Navi Pillay, informou às autoridades egípcias no dia 10 de julho que gostaria de criar um grupo para acompanhar a situação no país de forma imediata, assim que for concedida a autorização", disse em entrevista coletiva o porta-voz do Alto Comissariado, Rupert Colville. Colville acrescentou que esse grupo pode ser formado por entre 3 e 4 pessoas, mas que ainda não foi divulgado quem serão essas pessoas, já que ainda falta receber a permissão. Navi teve uma reunião com o embaixador do Egito em Genebra no dia 10 de julho para solicitar mais informações e pedir a criação dessa missão. "A Alta comissária pediu, em primeiro lugar, uma lista com os nomes de pessoas que receberam ordens de prisão relacionadas com os eventos de 3 de julho (dia do golpe militar), quantas dessas pessoas estão presas e informações sobre a base jurídica para tais ordens", explicou Colville. A Alta comissária pediu um esclarecimento pela prisão do presidente Mursi e de sua equipe de governo, que ainda continuam presos. Navi também exigiu detalhes sobre a composição da equipe criada pelo governo interino egípcio para investigar o massacre de 50 islamitas no último dia 8 de julho. "Os pedidos foram transmitidas por escrito para o atual governo egípcio dois dias depois, na sexta-feira 12 de julho, mas ainda não recebemos nenhuma resposta", esclareceu Colville.