MUNDO
Quinta-feira, 06 de Agosto de 2009, 21h:36
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EUA
Popularidade de Obama despenca para 50%
É o pior índice desde sua posse. Apenas 50% da população respalda o governo do presidente, segundo levantamento da CNN e de universidade
O índice de rejeição à gestão do presidente do EUA, Barack Obama, atingiu seus piores níveis desde que o democrata assumiu a presidência do país, em janeiro deste ano, informaram ontem, 6, o canal de notícias CNN e Universidade Quinnipiac, de acordo com pesquisas realizadas pelos órgãos. A crise econômica e o polêmico projeto de reforma do sistema de saúde são apontados como os responsáveis pela queda na boa avaliação de Obama. Na consulta da universidade, realizada entre 27 de julho e 3 de agosto, Obama obtém 50% do respaldo popular, abaixo dos 57% que conseguiu em uma pesquisa do mesmo centro no final de junho. Dos participantes da pesquisa, 42% disseram rejeitar a gestão do presidente americano, acima dos 33% que afirmaram o mesmo na consulta de junho. Já o levantamento da CNN reflete tendência semelhante, que mostra uma queda de sete pontos na popularidade de Obama desde que o presidente cumpriu seus 100 primeiros dias, no final de abril. Os resultados divulgados pela rede de televisão indicam que o líder tem apoio de 56% dos eleitores, cinco pontos a menos que em junho e sete a menos que em abril. "A popularidade de Obama se manteve estável entre as mulheres brancas, mas caiu 14 pontos entre os homens brancos", afirmou Keating Holland, diretor da pesquisa. Segundo Holland, o presidente tem também menos apoio entre os não brancos, mas ainda conta com o respaldo de 70% desse grupo. A pesquisa com 2,409 mil eleitores em nível nacional tem uma margem de erro de dois pontos. A da CNN foi realizada entre 31 de julho e 3 de agosto com 1,136 mil eleitores de todo o país, e tem uma margem de erro de três pontos percentuais. Corte Suprema - A juíza Sonia Sotomayor se tornou, ontem, a primeira hispânica a ser aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos para ocupar uma vaga na Suprema Corte do país. O nome da juíza de 55 anos foi aprovado pelo Senado americano por 68 votos contra 31. Ela será a terceira mulher a alcançar um posto na instância máxima do Judiciário americano. A maior parte dos republicanos no Senado votou contra a indicação por julgá-la excessivamente à esquerda em temas como questões raciais e porte de armas. Muitos dos ataques dos republicanos a ela se basearam nos comentários do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que ele buscava para a Suprema Corte um nome que tivesse ''empatia''. Tal critério foi considerado pelos oposicionistas superficial demais para determinar a escolha de uma juíza para a Suprema Corte. Também gerou críticas uma afirmação feita no passado pela própria Sotomayor de que ''uma latina de sabedoria'' poderia ser uma melhor juíza do que um homem branco. Durante a sabatina no Congresso para confirmar sua indicação para o posto, a juíza disse ter feito, na ocasião, ''um jogo de palavras'' que ''não deu certo''. Sabedoria latina - Sotomayor é uma nova-iorquina filha de porto-riquenhos. Ela cresceu em um conjunto habitacional numa região pobre do bairro do Bronx, no norte de Nova York, mas conseguiu êxito profissional como advogada e juíza. A juíza foi a primeira indicação de Barack Obama para a Suprema Corte do país.