A polícia indiana encerrou ontem o cerco de 24 horas a um hotel de Srinagar, na Caxemira indiana, depois de matar os dois suspeitos de terrorismo que estavam desde a véspera refugiados no local. Os dois mortos são suspeitos do ataque desta quarta-feira que matou um policial. Os canais de televisão mostraram imagens de uma densa fumaça proveniente do hotel, situado no centro de Srinagar e palco de várias trocas de tiros desde a madrugada. Na tarde de quarta-feira, dois homens armados lançaram granadas e abriram fogo com armas automáticas contra um contingente da Força da Polícia da Reserva Central (CRPF, sigla em inglês) no principal bairro comercial de Srinagar, matando ao menos um policial e um civil. Outras nove pessoas ficaram feridas no ataque, que foi reivindicado pelo um grupo insurgente denominado Yamiat-ul-Mujahedin. Eles se refugiaram no hotel do centro da cidade, que foi cercado pelas forças de segurança. Durante a noite, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar 20 jovens militantes que jogavam pedras contra os oficiais e gritavam frases como "mujahedines da Caxemira, estamos com vocês" e "queremos liberdade". As forças de segurança foram obrigadas a suspender suas operações nesta quarta-feira à noite devido à escuridão e também para evitar "efeitos colaterais" em uma zona da cidade que está "muito congestionada", segundo uma fonte de segurança citada pela agência de notícias Ians. A insurreição separatista islâmica na parte indiana da Caxemira provocou a morte de 47 mil pessoas desde 1989. A Índia acusa o Paquistão de apoiar a insurreição, que utiliza seu território como retaguarda. Índia e Paquistão, que administram cada uma um setor da Caxemira, já protagonizaram duas guerras pelo controle desta região do Himalaia.