NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

MUNDO
Sábado, 17 de Julho de 2010, 12h:59

MEDIAÇÃO

OEA discutirá na 5ª disputa entre Colômbia e Venezuela

O Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos) analisará em sessão extraordinária na próxima quinta-feira a denúncia da Colômbia sobre a presença de chefes guerrilheiros na Venezuela, informou Bogotá. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rejeitou as denúncias, convocou o embaixador do país na Colômbia para consultas e ameaçou romper de vez os estremecidos laços com o governo de Álvaro Uribe. Uribe pediu na sexta-feira a convocação, o mais rápido possível, de uma sessão extraordinária para examinar a presença de comandantes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em território do país vizinho. Ambos os grupos têm promovido uma campanha armada contra o governo colombiano desde os anos 1960. A acusação é antiga, mas desta vez o governo colombiano exibiu um vídeo que provaria que Chávez abriga guerrilheiros em seu país. Segundo um comunicado oficial de Uribe, a reunião virá após "muitos esforços fracassados para a solução deste grave problema através do diálogo direto com a Venezuela e das ocasiões nas quais foi comunicada a situação à OEA e a seu secretário-geral". Uribe afirmou que a informação foi discutida, de forma particular, em reuniões privadas dos presidentes. Ele deixa claro ainda em seu comunicado que já pediu para outros países ajudarem a intermediar o diálogo com Caracas, entre eles a Espanha, Cuba e o Brasil. O comunicado assinala também que, segundo foi acordado na reunião de Cancún de 22 de fevereiro de 2010, os dois governos aceitaram a facilitação, acompanhados pelo Brasil, México e República Dominicana". De acordo com o texto, o presidente dominicano, Leonel Fernández, chegou a ir à fronteira entre Colômbia e Venezuela para tratar do assunto, mas sua ação "foi desautorizada pelo governo da Venezuela". Em resposta à denúncia, Hugo Chávez convocou seu embaixador em Bogotá, negou as acusações, exigiu provas e afirmou que o líder colombiano é "mafioso". A situação foi agravada ainda mais quando o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que não participará da posse de Santos, e ameaçou cortar relações diplomáticas com os colombianos. "É uma patranha do governo burguês da Colômbia, governo apátrida da Colômbia. Não vou cair em provocações", declarou o venezuelano em um ato transmitido nesta sexta-feira em rede nacional de rádio e TV. Essa ação "obedece ao desespero de Uribe, que está de saída, mas não significa que vamos ficar calados", continuou Chávez, referindo-se ao mandato do presidente colombiano, que será encerrado em 7 de agosto. Ele "é um mafioso e é capaz de qualquer coisa porque está cheio de ódio", completou. As relações bilaterais entre Colômbia e Venezuela foram "congeladas" em julho de 2009 por Caracas, depois do anúncio de um acordo de cooperação militar entre Bogotá e Washington que Chávez considerou uma "ameaça para a segurança regional".

Edição EDIÇÃO 16964




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL