MUNDO
Terça-feira, 13 de Março de 2012, 22h:09
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AFEGANISTÃO
Obama vai punir soldado que matou 16 em Candahar
O presidente americano, Barack Obama, prometeu ontem que os Estados Unidos utilizarão "toda a força da lei" contra o soldado acusado de matar 16 civis em Candahar, no sul do Afeganistão. "Os Estados Unidos levam [o ataque] a sério, como se fossem nossos próprios cidadãos e crianças assassinados. Nós investigaremos os fatos, onde quer que eles nos levem, e nos certificaremos de que qualquer pessoa envolvida seja responsabilizada com toda a força da lei", disse Obama na Casa Branca. O líder americano afirmou ainda que, apesar da indignação causada pelo massacre, mantém a confiança de que Washington cumprirá sua missão de sair de forma ordenada do Afeganistão até o final de 2014, ao mesmo tempo em que continua a desmantelar a liderança da rede terrorista Al Qaeda no país. Obama disse ainda que os ataques - que qualificou de "incidente trágico, ultrajante e inaceitável" - "não refletem os valores americanos ou do Exército dos EUA". Anteontem, o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, afirmou ao jornal "Los Angeles Times" que, se condenado, o soldado pode receber pena de prisão perpétua. DANO CEREBRAL Um oficial americano disse ontem que o soldado acusado do massacre era tratado por um dano cerebral traumático sofrido após um acidente no Iraque em 2010, em que o veículo que estava capotou. Apesar da denúncia, o oficial, que não teve seu nome revelado, disse que é prematuro afirmar que haja alguma relação entre o dano cerebral e o incidente no Afeganistão. O militar, de 38 anos, pertencia a brigada Stryker, que conduzia veículos de infantaria leve, criada após o fim da Guerra Fria e sediada no Estado de Washington, no nordeste do país. Ele continua preso em uma base de Candahar. De acordo com a agência de notícias Associated Press, o quartel é o mesmo de quatro soldados que foram declarados culpados por matar três civis afegãos durante uma patrulha em 2010, apesar de não pertencerem à mesma brigada que o acusado do incidente de sábado. Em declarações dadas no domingo ao canal de televisão local Tolo, o porta-voz do Ministério de Interior afegão Sediq Sediqi fez um apelo à calma, e pediu à população de Candahar que permaneça tranquila até que "o incidente seja esclarecido".