MUNDO
Quinta-feira, 05 de Janeiro de 2012, 20h:05
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FORÇAS ARMADAS
Obama quer manter poderio e tropas na Ásia
Obama planeja uma força militar mais enxuta, mas que mantenha a capacidade de combater o terrorismo e confrontar as novas ameaças como China e Irã
O presidente americano, Barack Obama, afirmou ontem, durante discurso sobre a nova estratégia de defesa dos Estados Unidos, que o país manterá sua "superioridade militar", apesar dos cortes no setor estabelecido pelo Orçamento aprovado para 2012. Durante discurso no Pentágono, Obama também destacou a prioridade que ele quer dar à Ásia, uma "região crucial" onde os Estados Unidos reforçarão sua presença militar no futuro, ao mesmo tempo em que o país "se ocupa de virar a página de uma década de guerra" no Iraque e no Afeganistão. "Nosso Exército vai ser mais enxuto, mas os EUA vão manter sua superioridade militar", afirmou Obama. ENXUTA Obama disse planejar ter uma força militar mais enxuta e mais barata, mas que mantenha a capacidade de combater o terrorismo e confrontar as novas ameaças de países como China e Irã. Tendo isso em vista, segundo ele, os EUA vão aumentar a presença na Ásia, sem que os cortes de verba prejudiquem suas operações. "Vamos reforçar nossa presença na Ásia e no Pacífico, e os cortes no orçamento não ocorrerão às custas dessa importante região", reforçou. "Continuaremos investindo em nossas alianças e pactos cruciais, incluindo com a Otan [aliança militar do Ocidente]". Em um comunicado divulgado durante o discurso de Obama, o governo afirmou estar determinado "a manter uma força de prontidão e capaz", mesmo reduzindo a presença militar em algumas localidades. "As nossas responsabilidades globais são significativas, não podemos dar ao luxo de falhar", ressaltou. PROMESSA Obama prometeu também que os veteranos vão continuar recebendo benefícios sociais e oportunidades de trabalho. Ele ressaltou a importância de rever erros do passado, como os cometidos no Vietnã, para que eles não se repitam, tendo a uma postura estratégica guiando os militares. Segundo ele, os EUA têm sido bem sucedido na defesa própria e, o Exército deve fortalecer a liderança americana pelo mundo. "O Exército dos EUA vai continuar forte globalmente falando", reforçou Leon Panetta, secretário de Defesa. COREIAS O vice-secretário de Estado americano para a região Ásia-Pacífico, Kurt Campbell, pediu ontem às duas Coreias que melhorem suas relações para que os norte-coreanos possam se abrir mais à comunidade internacional. A informação é da agência sul-coreana Yonhap. Campbell está em Seul para reuniões com representantes da Coreia do Sul sobre a situação dos vizinhos norte-coreanos, que passam por transição de governo após a morte do ex-ditador Kin Jong-Il, em 17 de dezembro. O enviado americano afirmou que continuará a aliança com os sul-coreanos e disse que ambos acompanharão os desdobramentos na Coreia do Norte. Nos últimos dias, o governo do país anunciou que o novo mandatário, Kin Jong-Un, dará continuidade às políticas e à estratégia militar de seu pai e antecessor. Na terça, Campbell esteve em Pequim para reuniões com representantes do governo chinês. Nos encontros, os dois países mantiveram a intenção de retomar as negociações para o desarmamento nuclear da Coreia do Norte.