Classificando as propostas para economia do candidato republicano à Presidência americana John McCain como "um total endosso às políticas de George W. Bush", o virtual candidato democrata Barack Obama revelou uma amostra de seu plano para restaurar a economia dos Estados Unidos. Em um discurso na Carolina do Norte ontem, Obama se voltou àqueles americanos que estão sofrendo com a má fase da economia, com um plano de US$ 50 bilhões em estímulos fiscais, além da expansão dos benefícios para desempregados. Obama também reafirmou sua proposta de US$ 10 bilhões para um fundo de prevenção à execução hipotecária, para ajudar a reduzir o risco de perda das casas, e prometeu "endurecer" diante das hipotecas. "O princípio é simples", disse o senador. "Se o governo pode afiançar bancos de investimentos de Wall Street, podemos estender a mão para aqueles que estão lutando na 'Main Street' (rua principal)." O candidato democrata colocou a culpa da "baderna econômica do país" no que ele chama de política fiscal "cansada e desencaminhada" do presidente Bush, mas guardou a maior parte de seus ataques para seu rival nas eleições gerais. Ele disse que as propostas de McCain para aliviar a crise imobiliária e o sistema de saúde poderão ajudar pouco os americanos. Obama tentou retratar seu rival como alguém inconstante em sua política econômica, destacando que agora McCain apóia estender o corte na receita dos impostos, mas votou contra a medida em 2001 e 2003. "Se as políticas de John McCain fossem implantadas, elas adicionaram US$ 5.7 trilhões ao débito nacional na próxima década", declarou. "Isso não é conservadorismo fiscal, isso é o que George Bush tem feito nos últimos oito anos."