MUNDO
Sábado, 07 de Outubro de 2006, 13h:55
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CAMINHÃO-BOMBA
Novo ataqueNovo ataque mata 14 no norte do Iraque mata 14 no norte do Iraque
O ataque foi perpetrado apesar das tentativas do governo de Bagdá de aplicar o "plano de reconciliação nacional"
O número de mortos no atentado levado a cabo ontem por um suicida que conduzia um caminhão-bomba em Tal Afar, 470 quilômetros a noroeste de Bagdá, subiu para 14, informaram fontes médicas. Abdelkarim al Yaburi, diretor de operações policiais da província de Ninive, à qual pertence Tal Afar, disse que o atentado foi realizado com um caminhão de pequeno porte, lançado contra um posto de controle do Exército situado na entrada dessa localidade. A mesma fonte informou que cinco carros de passeio foram totalmente destruídos pela explosão, ocorrida por volta das 9h (1h de Brasília). No mês passado, 26 pessoas morreram e 53 ficaram feridas nessa mesma cidade em dois atentados suicidas. O ataque foi perpetrado apesar das tentativas do governo de Bagdá de aplicar o "plano de reconciliação nacional", anunciado há dois meses pelo primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki. Nos últimos três anos, a cidade de Tal Afar, próxima à fronteira com a Síria e habitada por uma população majoritariamente turcomana, foi cenário de várias campanhas militares americanas contra supostos redutos do braço iraquiano da rede terrorista Al Qaeda. POLICIAIS MORTOS Cerca de 4.000 policiais iraquianos morreram e mais de 8.000 se feriram nos últimos dois anos no Iraque, informou o Exército americano na sexta-feira. Desde a invasão americana ao Iraque, em 2003, mais de 2.700 soldados americanos foram mortos nos conflitos. "Eles pagaram um alto preço", afirmou o major-general americano Joseph Peterson, referindo-se aos policiais iraquianos. "No entanto, iraquianos continuam a se inscrever na polícia todos os dias", acrescentou. Segundo Peterson, os números incluem as vítimas desde setembro de 2004 até o momento atual. No início do ano, um porta-voz do Exército afirmou ao Congresso que 1.497 policiais iraquianos foram mortos e outros 3.256 feridos em 2005. No ano passado, policiais iraquianos se tornaram o principal alvo da insurgência, no lugar das tropas americanas. Em entrevista à TV iraquiana, Peterson afirmou que forças policiais e o Ministério do Interior, que as supervisiona, ainda sofrem de problemas como corrupção e violência sectária. No entanto, ele enumerou uma série de progressos recentes, como a decisão anunciada na semana passada pelo ministro do Interior, Jawad al Bolani, de suspender 700 membros de uma unidade policial por suspeita de participação no seqüestro e morte de trabalhadores sunitas de uma fábrica de processamento de carne em Bagdá. Segundo Peterson, o comandante do batalhão foi preso após o incidente. Assassinatos cometidos por esquadrões da morte e ligados à violência sectária são a principal causa de mortes de iraquianos, segundo o Exército americano. Líderes sunitas acusam o governo xiita de ligação com os grupos criminosos.