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MUNDO
Sábado, 06 de Dezembro de 2008, 12h:29

INVESTIGAÇÃO

Ministro boliviano nega vínculos com contrabando

O ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, negou como "absolutamente falso" seu suposto envolvimento em um caso de contrabando que está sendo investigado atualmente pelo Parlamento. "Quero desmentir categoricamente essas versões sobre um suposto envolvimento do ministro da Presidência e do governador de Pando em atividades de proteção ao contrabando", disse Quintana à televisão estatal. Quintana e o atual governador de Pando, almirante Rafael Bandeira, foram acusados esta semana de envolvimento em um caso de contrabando ocorrido entre julho e agosto deste ano na região amazônica, na fronteira com o Brasil. O general César López, ex-comandante militar e presidente da Alfândega, afirmou à comissão do Parlamento que investiga o caso que Quintana lhe pediu que liberasse 33 veículos de carga que haviam sido interceptados com um carregamento de contrabando avaliado em US$1,5 milhão. Segundo López, Quintana lhe pediu também que transmitisse tal pedido ao almirante Bandeira, então chefe do Comando Conjunto de Luta Contra o Contrabando. Quintana afirmou que é contraditório que o Comando Conjunto seja objeto de acusações já que foram efetivos militares dele que capturaram os 33 veículos. Segundo o funcionário, o contrabando "tem ligação íntima com a zona franca" na região amazônica, que se tornou um "santuário da ilegalidade". "Era um cheque em branco para o governador Leopoldo Fernández e seus comparsas, uma fonte ilegal de recursos para financiar atividades ilícitas", afirmou López. Fernández, que era governador de Pando, foi afastado do cargo e preso por seu suposto envolvimento nos massacres cometidos no departamento no dia 11 de setembro passado, que deixaram pelo menos 20 mortos. Quintana disse que o governo mantém "sua vontade de lutar contra a corrupção", mesmo sabendo que tem um custo político alto, mas não fez nenhuma referência direta à declaração do general López, considerado homem de confiança do presidente Evo Morales.

Edição EDIÇÃO 16969




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