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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

MUNDO
Segunda-feira, 09 de Agosto de 2010, 19h:13

DESLIZAMENTOS

Mais de mil estão desaparecidos na China

Além das vítimas, as enchentes causaram prejuízo estimado em dezenas de bilhões de dólares e causaram danos em ao menos 28 Províncias chinesas

Ao menos 1.148 estão desaparecidos depois das fortes chuvas que atingiram a China, afetando milhões de habitantes e matando ao menos 337 pessoas. A região mais afetada pela tragédia - a pior no país na última década - é a Província de Gansu (noroeste). Além das vítimas, as enchentes causaram prejuízo estimado em dezenas de bilhões de dólares e causaram danos em ao menos 28 Províncias chinesas. Segundo o governo chinês, cerca de 45 mil pessoas tiveram que sair de suas casas. Não ficou claro se os 1.148 contabilizados estão em situação de risco ou apenas não puderam contatar as autoridades devido aos danos no sistema de comunicação. A televisão estatal disse que 4.500 soldados, policiais, bombeiros e paramédicos foram mobilizados. Vilas inteiras foram soterradas e casas desabaram devido às chuvas no Condado de Zhouqu. "Houve poucos sobreviventes. A maioria morreu soterrado", disse o morador Guo Wentao à rede de TV Associated Press. Ele perdeu dois irmãos nos deslizamentos de terra."Ficamos estupefatos com a enormidade da situação quando chegamos ao local", disse Chen Junfeng, integrante de uma das primeiras equipes a chegar às areas afetadas neste domingo. Na tentativa de evitar novos desastres, especialistas em demolição tentam retirar os escombros que bloqueiam o rio Bailong River, na altura da região de Zhouqu. Mais chuvas devem atingir a China nos próximos dias, segundo a agência de meteorologia do país. A China enfrenta enchentes de uma magnitude sem precedentes em uma década, que deixou 2.100 mortos e forçou a retirada de cerca de 12 milhões de pessoas. Em Gansu, o mar de pedras e lamas sepultou uma faixa de 5 km de comprimento e 500 metros de largura e uma altura que, em alguns lugares, chegou ao terceiro andar dos prédios. A terra destruiu todas as casas de ao menos três aldeias da região montanhosa, habitada principalmente por povos de origem tibetana. O mais afetado foi o Condado de Zhouqu, com mais de 135 mil habitantes. As equipes conseguiram resgatar com vida uma mulher de 74 anos que ficou trancada no quarto andar por 34 horas, segundo a China News. PAQUISTÃO Soldados e equipes humanitárias tentaram ontem alcançar pelo menos 1 milhão de pessoas isoladas devido aos deslizamentos que complicam os trabalhos de resgate após as piores inundações em 80 anos no país. O mau tempo impede os voos com helicópteros, e espera-se mais chuva para piorar a situação de mais de 13 milhões de pessoas ¿ cerca de 8 por cento dos paquistaneses ¿ cujas vidas foram perturbadas pelas inundações, incluindo 2 milhões de desabrigados. As enchentes já mataram mais de 1,6 mil pessoas. No vale do Swat, a noroeste do Islamabad, os soldados e equipes de resgate estão usando mulas ou viajando a pé para chegar à população desesperada por ajuda. A catástrofe deixou o impopular presidente Asif Ali Zardari na defensiva, e ampliou a proeminência dos militares, que comandam as atividades de emergência. As enchentes começaram há dez dias, por causa das fortes chuvas de monções nas cabeceiras da bacia do rio Indo, deixando um rastro de destruição numa faixa de mais de mil quilômetros, do norte do Paquistão até a província do Sindh, no sul. Enquanto a água começa a recuar em algumas partes do norte, encostas encharcadas, há muito privadas da sua cobertura florestal, começaram a deslizar, isolando comunidades.

Edição EDIÇÃO 16966




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