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MUNDO
Segunda-feira, 01 de Setembro de 2014, 21h:30

AGOSTO VIOLENTO

Mais de 1.400 pessoas morreram no Iraque

Além disso, 1.370 pessoas ficaram feridas, segundo a missão da ONU no Iraque. Forças iraquianas e curdas recuperam cidade sob controle dos insurgentes

Pelo menos 1.420 pessoas morreram em agosto de forma violenta no Iraque, onde o Exército tenta expulsar os combatentes da facção Estado Islâmico (EI) dos territórios conquistados desde junho, anunciou a ONU ontem em Bagdá. Além disso, 1.370 pessoas ficaram feridas, segundo a missão da ONU no Iraque. A ONU explicou que os dados não incluem a província de Al-Anbar (oeste) e que é difícil verificar os números nas zonas de combate e nas áreas fora do controle do governo. Cerca de 600 mil pessoas foram forçadas a fugir por causa dos confrontos. "Milhares continuam a ser ameaçados e mortos pelo EI e grupos armados associados simplesmente por causa de sua origem étnica ou religiosa", disse o representante da ONU no Iraque, Nickolay Mladenov. Em julho, foram 1.737 mortos e 2.400 em junho, segundo dados da ONU. CRIMES CONTRA HUMANIDADE O EI estão cometendo atrocidades - que podem ser classificadas como crimes contra a humanidade - contra as minorias étnicas no Iraque, enquanto as forças do governo iraquiano executaram prisioneiros e bombardearam áreas civis - atos que podem constituir crimes de guerra -, disse a ONU. A vice-alto comissária da ONU para os Direitos Humanos, Flavia Pansieri, ao abrir uma sessão de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, disse que o conflito tem um grave impacto sobre os civis iraquianos, principalmente mulheres e crianças. "Ataques sistemáticos e intencionais contra civis podem constituir crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Indivíduos, incluindo os comandantes, são responsáveis por esses atos", disse ela, referindo-se a crimes cometidos por ambos os lados. CONTROLE O Exército do Iraque e as forças curdas (peshmergas) recuperaram ontem o controle da cidade de Suleiman Bek, após mais de dois meses de ocupação pela facção Estado Islâmico (EI), segundo fontes de segurança. As forças mistas, com o apoio de milícias de voluntários, mataram cerca de 30 radicais nos combates pela libertação de Suleiman Bek, localizada a 90 quilômetros de Tikrit. "Suleiman Bek está sob controle das forças conjuntas, mas ainda há perigo por conta dos explosivos que os rebeldes podem ter deixado para trás", afirmou Shallal Abdul Baban, funcionário do governo local. A operação contou com o apoio da aviação iraquiana, e o Exército e os peshmergas avançam em direção das aldeias próximas. Equipes de especialistas começaram a desativar os artefatos explosivos instalados pelos extremistas em ruas, casas e instalações do governo local de Suleiman Bek. No domingo, as forças mistas iraquiana-curdas romperam o cerco imposto há dois meses e meio pelos extremistas na cidade de Amerli, de maioria xiita e turcomana. Havia o temor de que os extremistas cometessem um massacre de civis na localidade. Além disso, foram libertadas durante a operação os povoados de Al Salam, Yankaya e Anyana. Há mais de dois meses, várias zonas nas periferias de Tuz, Suliman Bek e Amerli, todas elas na província de Saladino, permaneciam em mãos do EI. O grupo extremista efetuou rápidas conquistas em junho e declarou um califado (Estado que segue as leis islâmicas) nos territórios da Síria e Iraque sob seu controle.

Edição EDIÇÃO 16966




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