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MUNDO
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007, 20h:01

COCAÍNA BOLIVIANA

Maior comprador no Brasil seria o PCC

Segundo o jornal boliviano “La Razón”, mais de 80% da cocaína que se produz na Bolívia é comercializada no Brasil

No primeiro trimestre do ano, a polícia brasileira apreendeu uma tonelada e meia de cocaína boliviana. A quantidade equivale ao total apreendido em 2006, de acordo com o jornal. Segundo o jornal boliviano “La Razón”, mais de 80% da cocaína que se produz na Bolívia é comercializada no Brasil. O jornal disse ainda que o percentual que tende a aumentar e pode provocar um conflito diplomático. O jornal afirma ainda que o principal comprador da cocaína boliviana é a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). "Há grandes máfias que se encarregam de distribuir cocaína e reexportá-la para a Europa", disse ao jornal um policial brasileiro. O policial brasileiro, cuja identidade não foi revelada, afirmou que a entrada de cocaína boliviana no Brasil mais que triplicou. O entrevistado ainda disse que o governo brasileiro está muito preocupado por este motivo, que pode gerar um conflito diplomático entre os dois países. No mês passado, a polícia antinarcóticos da Bolívia descobriu uma fábrica no Parque Nacional Kaa-Iya, 1.300 km ao sudeste de La Paz, na fronteira com o Paraguai, com uma capacidade de produção de 100 quilos de cocaína por dia. Segundo investigações preliminares, a fábrica abastecia provavelmente uma parte dos mercados da Argentina, Brasil e Chile. PROSTITUIÇÃO A polícia da Espanha prendeu ontem sete brasileiros acusados de envolvimento com três redes internacionais de prostituição de homens e mulheres e que atuavam em Alicante (sudeste do país). Outras sete pessoas, procedentes de Paraguai, Venezuela e Equador, também foram detidas durante a operação. A desarticulação da rede foi resultado de uma série de investigações iniciadas em abril com base em anúncios suspeitos, publicados em jornais locais, sobre um apartamento na cidade de Cáceres. Segundo a polícia espanhola, o apartamento servia como ponto de encontro entre clientes e cidadãos estrangeiros que eram obrigados a se prostituir para pagar uma dívida de 12 mil euros (cerca de R$ 31,6 mil) a intermediários que os teriam ajudado a entrar no país. Com a detenção da "gerente" do local, uma mulher venezuelana, a polícia descobriu outros apartamentos na região de Alicante e chegou a três brasileiros, acusados de ameaças, detenção ilegal e exploração sexual de mulheres. Os outros quatro brasileiros foram detidos em operações realizadas nas cidades espanholas de Albacete e La Coruña. Entre as vítimas das redes desarticuladas estão sete brasileiros, um venezuelano e um moçambicano, todos detidos por permanência ilegal na Espanha. Eles devem ser deportados.

Edição EDIÇÃO 16967




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