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MUNDO
Terça-feira, 12 de Abril de 2011, 21h:05

DENÚNCIA

Khadafi é acusado de matar 10 mil pessoas na Líbia

Ainda não há um saldo oficial de vítimas do conflito líbio

O Conselho Nacional de Transição – CNT - da Líbia, criado pelos rebeldes oposicionistas, acusou ontem as forças leais ao ditador Muammar Khadafi de terem matado 10 mil pessoas desde o início do conflito na Líbia. O saldo não foi confirmado por Trípoli. O órgão disse ainda que outros 20 mil estão desaparecidos e 30 mil, feridos. Não há um saldo oficial de vítimas do conflito líbio, embora agências de notícias e organizações de direitos humanos estimem alguns milhares de mortos. "Atualmente temos 10 mil mortos nas mãos dos soldados de Khadafi, assim como 20 mil desaparecidos e 30 mil feridos, dos quais 7.000 correm perigo de morte", declarou Ali Al Isawi, depois de se reunir em Luxemburgo com os chefes da diplomacia europeia. "Esperamos por parte do mundo inteiro um apoio total à resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU sobre a Líbia", afirmou ainda, se referindo à medida que permitiu a intervenção estrangeira na Líbia para proteção dos civis e imposição da zona de restrição aérea. Ontem, as forças de Khadafi atiraram foguetes ao longo da costa leste do país e dispararam contra a cidade de Misrata, ainda controlada por rebeldes. Semanas de uma ampla ofensiva do governo aterrorizaram os moradores de Misrata, deixando dezenas de mortos. Moradores relatam falta de comida e remédios e organizações de direitos humanos alertam para uma crise humanitário iminente. "Infelizmente, com as máquinas de guerra de Gaddafi, nenhum local é seguro em Misrata", disse um médico na cidade, pedindo que seu nome fosse preservado para evitar represálias. Ele afirmou que seis pessoas foram mortas na segunda-feira e outro corpo foi trazido nesta terça-feira. Os foguetes atingiram também a cidade de Ajdabiya, principal ponto de contato entre o oeste (dominado por Gaddafi) e o leste (controlado pelos rebeldes). OTAN O general da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark van Uhm, saiu em defesa da atuação da aliança na Líbia e garantiu ontem que está fazendo "um ótimo trabalho" na proteção dos civis do país. Mais cedo, o chanceler da França, Alain Juppé, criticou a Otan, dizendo que não cumpre "de maneira suficiente" seu papel de comandante da coalizão internacional que atua na Líbia. O chanceler britânico, William Hague, também criticou a aliança e pediu que intensifique seus esforços no país africano.

Edição EDIÇÃO 16962




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