O Hamas negou ontem ter planos de matar Abbas, após acusações do líder palestino. "As Brigadas dos Mártires de al Qassam [braço armado do Hamas] não consideram Abbas um alvo", afirmou o porta-voz Abu Obaida. "Não há provas de que fizemos algo contra Abbas ou contra qualquer outro político. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, acusa Hamas de tentar assassiná-lo O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afastou ontem um alto chefe de segurança do Fatah acusado de falhar na prevenção contra a tomada da faixa de Gaza pelo grupo rival islâmico Hamas, em 14 de junho. Abbas divulgou um decreto no qual demitiu Rashid Abu Shbak, chefe da segurança interna e do Fatah, dizendo que ele está "afastado das funções de diretor-geral" da segurança. No anúncio, Abbas não deixa claro se a demissão teve relação com as críticas a Shbak. Na quarta-feira (20), na primeira declaração pública após a tomada de Gaza pelo Hamas, Abbas chamou o Hamas de "terrorista assassino" e acusou o grupo de tentar assassiná-lo. "Não há diálogo com estes terroristas assassinos [do Hamas]", disse Abbas em discurso na TV, acusando o grupo islâmico de empreender um "golpe". Segundo ele, o Hamas tentou assassiná-lo durante visita a Gaza em maio, cavando um túnel em uma estrada por onde ele passaria, onde seriam colocados explosivos. O presidente palestino diz ter recebido gravações de vídeo que mostrariam a preparação do atentado. Abbas disse ainda que tentou impedir o conflito por meio do "diálogo contínuo", mas que o que se vê são "assassinatos de líderes da segurança palestina do Fatah em Gaza".