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MUNDO
Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009, 00h:09

ORIENTE MÉDIO

Grupo Hamas apoiará Irã em eventual ataque de Israel

O líder do Hamas, Khaled Meshaal, disse ontem que o grupo militante islâmico vai apoiar o Irã caso o país seja atacado por Israel, segundo a televisão estatal iraniana. os grupos islâmicos formarão uma frente unida com o Irã contra Israel se houverem ataques", Meshaal disse a jornalistas. "Somos todos partes de um mesmo corpo. Devemos lutar contra um inimigo mútuo. O modo será decidido pelos líderes com base em nossas capacidades", completou o líder do Hamas. Israel disse que analisa todas as opções para tentar forçar o Irã a paralisar seu programa nuclear. O Ocidente acredita que Irã planeja construir armas com o enriquecimento de urânio, o que Teerã nega. Segundo Meeshal, Israel é um perigo para o Oriente Médio. "Deus queira que uma resistência regional seja capaz de confrontar esse perigo". NEGOCIAÇÕES Meshaal também culpou Israel pela paralisação nas negociações sobre a libertação do soldados israelense Gilad Shalit em troca de prisioneiros palestinos. As partes estão negociando a troca com mediação da Alemanha e do Egito. Há algumas semanas, a troca de Shalit por centenas de prisioneiros palestinos parecia iminente, mas nada ocorreu devido à relutância de Israel sobre alguns nomes palestinos que deveriam ser soltos. PAZ O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse ontem que os palestinos vão retomar o processo de paz se Israel suspender a ampliação dos seus assentamentos e reconhecer as fronteiras pré-1967 como base para a criação de um Estado palestino. Falando ao conselho central da Organização para a Libertação da Palestina, Abbas disse que não aceitará um retorno à violência contra Israel. "Quando Israel parar a atividade dos assentamentos por um período específico e quando reconhecer as fronteiras que propomos, e essas são as fronteiras legais, não haverá nada que nos impeça de ir às negociações para completar o que concordamos em Annapolis (conferência ocorrida em 2007 nos EUA)", disse Abbas em Ramallah. "Retorno à violência? Não aceitaremos."

Edição EDIÇÃO 16967




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