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MUNDO
Segunda-feira, 07 de Maio de 2007, 20h:25

CRISE

Governo da Bolívia enfrenta protestos

Os mais de 12 mil funcionários dos hospitais públicos continuam em reve para exigir, entre outras questões, aumento salarial

Diversos setores trabalhistas bolivianos planejam protestos contra o governo em La Paz nesta semana, colocando o presidente da Bolívia, Evo Morales, no centro de uma crise geral. Os funcionários da saúde pública, liderados por José Gonzales, deram início à jornada de reivindicações no centro da capital da Bolívia ontem, em uma manifestação que causou caos em La Paz. Os mais de 12 mil funcionários dos hospitais públicos do país completaram seu 12º dia de greve para exigir, entre outras questões, um aumento de 7% em seus salários. O governo aprovou um aumento de 6%, que até agora não foi aceito pelos grevistas. Pelo menos 800 funcionários do setor de Saúde Pública - metade deles de La Pa - estão em greve de fome para pressionar o governo, e na capital os manifestantes saíram às ruas para protestar contra o presidente. No centro da crise, Morales criticou a categoria por abandonar os doentes dos hospitais. A ministra da Saúde, Nila Heredia, reprovou a greve e confirmou que processará os organizadores por atentar contra a saúde pública. PROFESSORES O mesmo aumento salarial (de 7%) é reivindicado por cerca de 100 mil professores públicos das cidades e do campo. Dirigentes desses grupos iniciaram uma reunião hoje para definir como pressionar o governo e obter uma resposta positiva. Os docentes paralisaram suas atividades na semana passada, e ameaçam repetir a paralisação a partir de amanhã. Ontem, os mais radicais em seus protestos foram os vendedores de roupa estrangeira usada. Milhares de filiados ao Comitê de Defesa de Mercadorias Usada se reuniram na cidade de El Alto, vizinha a La Paz, e caminharam até o centro da capital para protestar. CONFRONTOS A passeata provocou confusão no tráfego e causou conflitos com habitantes que se opõem à mobilização. Na Praça de São Francisco, por onde passam quase todas as manifestações em La Paz, os comerciantes trocaram insultos com grupos de fabricantes de roupa que defendem a indústria boliviana. O vice-ministro de Micro e Pequena Empresa do país, Ramiro Uchani, declarou a jornalistas que o prazo para a importação legal de roupas usadas não será ampliado, uma reivindicação do setor. Uchani disse ainda que um plano para criar empregos alternativos está em andamento. Ontem também houve manifestações de grupos de pessoas deficientes, que reivindicam do governo socialista uma pensão mensal vitalícia.

Edição EDIÇÃO 16967




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