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MUNDO
Quarta-feira, 19 de Maio de 2010, 21h:01

TAILÂNDIA

Governo autoriza a abrir fogo contra manifestantes

O governo da Tailândia autorizou as forças de segurança a abrir fogo contra qualquer pessoa que realize saques ou tente incendiar edifícios, informou ontem um oficial do governo. A medida foi tomada por conta do crescimento da violência que tomou conta das ruas de Bangcoc após dissidentes dos camisas vermelhas protestarem contra a rendição de seus líderes. "A Polícia e soldados do Exército foram instruídos para resolver a situação usando armas de fogo para deter ou prevenir aqueles que praticam pilhagem ou tentam incendiar prédios", disse Tharit Pengdit, diretor geral do Departamento de Investigações Especiais a um canal de televisão. A violência explodiu na capital tailandesa depois que as tropas do Exército invadiram o acampamento dos manifestantes, no centro financeiro de Bangcoc, o que forçou os líderes dos camisas vermelhas a se renderem. Alguns dos participantes dos protestos discordaram da rendição e passaram a incendiar bancos e até a Bolsa de Valores da cidade. Segundo as autoridades, 27 edifícios sofreram ataques. As autoridades médicas disseram ter encontrado pelo menos 12 corpos nas ruas de Bangcoc, o que elevou o número de mortos para 71 desde o início dos protestos em março. Só ontem foram feitas 12 vítimas, entre elas um jornalista italiano e dois médicos. O primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, disse estar confiante que a ordem será restaurada e prometeu ações firmes para conter a violência. Em um comunicado na televisão, ele anunciou a permissão para as tropas atirarem contra os manifestantes ao mesmo tempo que garantiu ações do governo. "Por favor, estejam certos de que o governo, as autoridades e eu estamos confiantes de que podemos superar todos esses problemas de ordem", disse o premiê. Uma corte da Tailândia emitiu mandados de prisão contra o exilado ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, um membro do Parlamento, dois ex-membros do Legislativo e mais seis pessoas por terrorismo e outras acusações. A informação foi divulgada pela agência de notícias Kyodo. Na lista estão Waichian Khaokham, um parlamentar, e o ex-parlamentar Adisorn Piangkes, que foi recentemente diretor do Canal do Povo, emissora que apoiou os protestos da oposição em Bangcoc.

Edição EDIÇÃO 16963




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