General acusa rebeldes de terem assassinado deputados
O comandante das Forças Armadas da Colômbia, general Fredy Padilla, responsabilizou dois líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pela morte dos 11 deputados regionais seqüestrados em 2002 pela guerrilha. O general Padilla declarou aos jornalistas que os responsáveis pelos reféns eram dois chefes da frente número 60 das Farc. Um deles seria Edgar López Gómez, conhecido como Pato Chino, e o outro, um rebelde conhecido como "O Grilo", que "tinha a responsabilidade direta de cuidar dos seqüestrados". Os reféns estavam em acampamentos nas montanhas do departamento de Valle del Cauca, no sudoeste do país, segundo o oficial. Ele atribuiu a morte dos 11 deputados à "paranóia em que se encontram as Farc", que "estão no fim do fim". "Os homens do grupo terrorista não têm opção além de se entregar", disse. Os deputados da assembléia de Valle del Cauca foram seqüestrados em Cali, capital regional, em 11 de abril de 2002. O grupo rebelde informou ontem que eles morreram em 18 de junho, num suposto "fogo cruzado". O governo e o Exército negam ter realizado operações na região. MORTES As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram quinta-feira a morte de 11 deputados do Departamento colombiano do Valle del Cauca, que haviam sido seqüestrados em 2002, em um fogo cruzado. Em comunicado publicado no site da Agencia de Noticias Nueva Colombia, com sede em Estocolmo, a guerrilha colombiana informa que os deputados morreram no dia 18 de junho, "no meio do fogo cruzado, quando um grupo militar não identificado até o momento atacou o acampamento onde eles estavam".