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MUNDO
Quinta-feira, 03 de Janeiro de 2013, 20h:33

IRAQUE

Explosão de carro-bomba mata pelo menos 20 xiitas

Pelo menos 20 peregrinos xiitas morreram ontem após a explosão de um carro-bomba na cidade de Musayyib, no Iraque. O atentado acontece em meio ao feriado do Arbaeen, um dos mais importantes desta vertente do islamismo. Segundo as autoridades iraquianas, outras 50 pessoas ficaram feridas, dentre elas mulheres e crianças. A bomba foi colocada em meio a um grupo de peregrinos que trocava da ônibus após voltar da peregrinação à cidade de Karbala, sagrada para os xiitas. Ontem, aconteceu a celebração mais importante do feriado do Arbaeen, marcado 40 dias após o dia em que se lembra o martírio do imã Hussein, neto do profeta Maomé. Os feriados xiitas são as principais datas escolhidas por radicais sunitas para atacar o grupo. Os sunitas não consideram os xiitas muçulmanos por não seguir a mesma vertente do islamismo. Os atentados acontecem, em sua grande maioria, em países como o Afeganistão, o Paquistão e o Iraque e são reivindicados pelo grupo armado Taleban e a rede terrorista Al Qaeda. No Iraque, a tensão sectária se elevou em dezembro de 2011, pouco após a saída das tropas dos Estados Unidos. Os sunitas começaram a enfrentar os xiitas com mais intensidade após ser emitido um mandado de prisão contra o então vice-presidente Tariq al Hashemi. Desde então, militantes sunitas aproveitam peregrinações xiitas para fazer atentados no país, sob o pretexto de pressionar o atual governo, que é xiita, a diminuir sua perseguição contra Hashemi. Em janeiro de 2012, mais de 35 pessoas morreram em um ataque contra peregrinos xiitas também na região de Karbala, no ápice da tensão provocada pela saída do vice. ISRAEL Forças israelenses fizeram uma incursão ontem na cidade de Jenin, na Cisjordânia, em busca de um suposto militante palestino, provocando confrontos com moradores que atiraram pedras e coquetéis molotov, informou uma fonte da segurança israelense. Foi a segunda vez nesta semana que as forças israelenses entraram na região de Jenin para prender suspeitos. Na terça-feira, soldados israelenses disfarçados como palestinos invadiram o vilarejo de Tamoun e prenderam um integrante do grupo Jihad Islâmica. Dezenas de palestinos ficaram feridos nos embates que ocorreram em seguida, segundo autoridades médicas. Na incursão mais recente, soldados entraram em confronto com cerca de 500 palestinos, forçando-os a saírem de Jenin, disse uma fonte na segurança. Uma mulher palestina idosa ficou levemente ferida por um cachorro das forças israelenses durante a operação. A cidade está sob o controle da ANP (Autoridade Nacional Palestina), que exerce autonomia de governo limitada na Cisjordânia por um acordo de paz provisório com Israel, que preservou o direito de realizar suas próprias operações contra militantes na Cisjordânia.

Edição EDIÇÃO 16963




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