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MUNDO
Sábado, 03 de Julho de 2010, 14h:16

DEFESA

EUA terão escudos antimísseis na Polônia

A base de mísseis faz parte da versão reformulada do controverso sistema de escudo de defesa antimísseis planejado pelos EUA no leste da Europa

Os Estados Unidos e a Polônia assinaram um acordo para instalar uma base militar americana de defesa em território polonês ontem. A secretária de Estado americana Hillary Clinton esteve no país e participou da reunião que firmou o acordo. A base de mísseis faz parte da versão reformulada do controverso sistema de escudo de defesa antimísseis planejado pelos EUA no leste da Europa. A Rússia se opõe à base americana na Polônia. Na cerimônia, Clinton afirmou que o novo acordo não ameaça a Rússia. A secretária de Estado chegou a Varsóvia vinda da Ucrânia, a primeira escala de sua visita a países do leste europeu. Da Polônia, ela seguiu para o Azerbaijão, Armênia e Geórgia. Na cerimônia de assinatura, Clinton afirmou que o acordo vai "proteger a Polônia e nossos aliados de ameaças crescentes, como o Irã". "Este é um sistema puramente de defesa. Não está direcionado à Rússia. Não ameaça a Rússia", acrescentou. A Polônia havia fechado um acordo com o governo anterior de George W. Bush de sediar uma base militar americana permanente, além de mísseis, em uma pista aérea desativada em Redzikowo, perto da costa do Mar Báltico. O acordo foi reformulado, levando em consideração mudanças propostas pelo presidente americano Barack Obama. Obama suspendeu os planos anteriores de construir um escudo de defesa antimísseis na Polônia e República Tcheca. A Rússia elogiou a suspensão do plano, mas ainda se opõe à base na Polônia. Recentemente, o governo russo declarou que "não entendia a lógica e o foco da cooperação entre os EUA e a Polônia nesta esfera". Hillary Clinton afirmou que a porta ainda está aberta para a Rússia participar dos planos de defesa antimísseis, mas que, até agora, "a resposta não tem sido positiva". A secretária de Estado americana ainda discutiu as reservas de gás do xisto na Polônia. De acordo com Easton, se forem descobertos grandes depósitos na Polônia, isso poderia alterar radicalmente a segurança de energia na Europa, atualmente grande dependente do gás russo. Em sua visita à Ucrânia, Clinton afirmou que a porta da Otan permanece aberta ao país. Depois da eleição do presidente Viktor Yanukovych, visto como muito mais pró-Rússia, o Parlamento da Ucrânia aprovou uma medida reafirmando o status de não alinhado do país, efetivamente rejeitando qualquer ambição de se unir à Otan.

Edição EDIÇÃO 16967




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