MUNDO
Segunda-feira, 13 de Junho de 2011, 21h:09
A
A
LÍBIA
Em meio a novos confrontos Khadafi se nega a renunciar
O ditador da Líbia, Muamar Khadafi, voltou a dizer que não vai renunciar ao poder, quatro meses depois do começo da rebelião popular no país, onde os combates prosseguem em várias frentes. "Não sou nem primeiro-ministro, nem presidente, nem rei. Não ocupo nenhum cargo na Líbia. É por isso que não tenho que renunciar a nenhuma função", declarou Khadafi, cujas declarações foram citadas pelo presidente da Federação Internacional de Xadrez, o russo Kirsan Iliumjinov. A agência de notícias russa Interfax disse que Ilyumzhinov, que também é governador de uma província russa, contou ter jogado no domingo uma partida de xadrez em Trípoli contra Khadafi. Segundo ele, o ditador líbio disse que não tem qualquer intenção de deixar o país, segundo a Interfax. A televisão líbia exibiu imagens da partida, que aconteceu na presença de Mohamed, o filho mais velho de Khadafi, presidente do Comitê Olímpico da Líbia e que administra o setor de telecomunicações no país. Um monitor na sala exibia programas da televisão líbia, com uma tarja verde que informava a data: 12 de junho de 2011. A emissora não revelou quem venceu a partida. O conflito líbio já causou desde 15 de fevereiro entre 10 mil e 15 mil mortes, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), e provocou a fuga de 952 mil pessoas, de acordo com a Organização Internacional para as Imigrações. No leste, os rebeldes tentaram tomar as instalações petroleiras de Brega, 240 km ao oeste de Benghazi, e nas montanhas do sudoeste se esforçam por vencer os bolsões de resistência das forças favoráveis a Khadafi. Ontem, um comandante da rebelião, Musa el Mograbi, indicou à agência de notícias France Presse que quatro insurgentes foram mortos nos combates travados 40 km a leste da estratégica cidade de Brega no domingo. Na região de Misrata, uma cidade portuária rebelde situada a leste de Trípoli, as forças governamentais voltaram a bombardear no sábado a zona de Dafniyeh.