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MUNDO
Quarta-feira, 24 de Julho de 2013, 20h:48

IRMANDADE MUÇULMANA

Egito ordena novas prisões

O Ministério Público do Egito ordenou a prisão do líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e de oito membros de alto escalão do movimento islâmico ontem em uma investigação sobre as acusações de incitação à violência, afirmou a agência estatal de notícias Mena. Badie já foi detido para interrogatório e mais tarde liberado pelo menos uma vez desde que o Exército depôs o presidente egípcio, o islâmico Mohamed Mursi, líder da Irmandade, em 3 de julho. A Irmandade Muçulmana egípcia condenou ontem a "chamada explícita a uma guerra civil", após o discurso do chefe do exército, o general Abdel Fattah al-Sissi, para manifestações de apoio contra o "terrorismo". "A declaração de Sissi é uma chamada à guerra civil", denunciou em comunicado a Irmandade Muçulmana, que luta pelo retorno do presidente Mohamed Mursi, deposto pelo exército em 3 de julho. "As ameaças de Sissi, líder do sangrento golpe militar, são uma declaração de guerra civil", insistiu o movimento, acrescentando que o general "tem total responsabilidade pelo derramamento de sangue dos egípcios". Este discurso "se assemelha ao de Bashar, que lançou sua guerra contra o povo sírio ao pedir um mandato semelhante", ressaltou em referência ao presidente sírio, Bashar al-Assad. "Convoco todos os egípcios honrados a sair às ruas na sexta-feira para me conceder um mandato para terminar com a violência e o terrorismo", declarou Sissi durante uma cerimônia militar transmitida pela televisão. Sissi pediu à população para "tomar as ruas para mostrar ao mundo suas aspirações como antes de 30 de junho e 3 de julho", referindo-se aos protestos em massa que exigiram a saída de Mursi. A Irmandade Muçulmana também lançou em um comunicado palavras de ordem para protestos na sexta-feira nas trinta mesquitas no Cairo e em todo o país. Um líder da Irmandade Muçulmana, Essam el-Erian, rejeitou em um primeiro momento as ameaças do chefe do exército, e assegurou que "suas ameaças não impedirão que milhares de pessoas continuem protestando" pela volta de Mursi. AVIÕES O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu interromper a entrega de aviões de combate F-16 ao Egito por tempo indeterminado devido à "situação atual" no país africano, disse o Pentágono. "Dada a situação atual no Egito, nós não acreditamos ser apropriado ir em frente, neste momento, com a entrega dos F-16s", disse o porta-voz do Pentágono, George Little, a repórteres, acrescentando que a decisão de Obama foi tomada com a concordância unânime de toda sua equipe de segurança nacional. Houve uma escalada da violência no Egito desde que os militares destituíram o primeiro presidente democraticamente eleito do país, Mohamed Mursi.

Edição EDIÇÃO 16969




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