O assassinato do colunista social português Carlos Castro, 65, que foi encontrado domingo morto por estrangulamento e com o órgão sexual decepado em um quarto de hotel em Nova York, comoveu a sociedade portuguesa. O corpo de Castro foi descoberto pelos funcionários do Hotel Intercontinental, e, poucas horas depois, o modelo português Renato Seabra, 21, que acompanhava o colunista na viagem aos Estados Unidos para celebrar o fim de ano, foi preso como principal suspeito do crime. Os legistas do Instituto de Medicina Legal nova-iorquino atribuíram a morte a "lesões na cabeça e no pescoço", onde há "marcas de estrangulamento", e a polícia precisa esclarecer se o corpo foi sexualmente mutilado antes ou depois do assassinato, segundo divulgou hoje a imprensa de Portugal. Carlos Castro era um conhecido colunista de televisão que aparecia com assiduidade em diferentes emissoras portuguesas e também colaborava na imprensa com colunas de opinião e entrevistas com as celebridades mais importantes do país. O jornalista reconheceu abertamente seu homossexualismo e foi um ativista dos direitos dos gays por décadas. Castro também escreveu vários livros, entre eles uma autobiografia publicada em 2007, na qual explicava o mal que a incompreensão de seu pai causou em sua vida, uma das razões que o levaram a deixar Angola e se fixar em Lisboa.