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MUNDO
Sexta-feira, 13 de Abril de 2012, 21h:43

‘SATÉLITE’

Coreia reconhece fracasso de lançamento

Os 15 países do Conselho de Segurança da ONU lamentaram o lançamento frustrado de um foguete por parte da Coreia do Norte, denunciando "violações resoluções"

Coreia do Norte reconheceu que o foguete de longo alcance Unha-3, que lançou ontem desde a base de Tongchang-ri, no norte do país, não alcançou seu objetivo de pôr um satélite em órbita. Segundo a televisão estatal norte-coreana, a "KCTV", o satélite "não entrou em órbita", e cientistas, técnicos e especialistas norte-coreanos "averiguam neste momento o motivo do fracasso". Trata-se da primeira vez em que o regime comunista reconhece o fracasso em sua tentativa de lançar um satélite ao espaço. Os 15 países do Conselho de Segurança da ONU lamentaram ontem o lançamento frustrado de um foguete por parte da Coreia do Norte, denunciando que "violou resoluções" do órgão máximo das Nações Unidas. A Coreia do Norte lançou ontem seu foguete de longo alcance Unha-3, que parte da comunidade internacional considera um teste balístico encoberto, segundo confirmaram fontes sul-coreanas e também do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. "Os membros do Conselho de Segurança lamentam este lançamento, que viola resoluções deste Conselho de Segurança", disse à imprensa a embaixadora americana perante a ONU, Susan Rice, em uma pausa da reunião de emergência convocada em Nova York pelo órgão máximo da ONU. "Os membros do Conselho de Segurança concordaram em continuar as consultas sobre uma resposta apropriada", acrescentou Rice, sem informar qual poderia ser esta resposta. Apesar do fracasso, as potências ocidentais condenaram imediatamente a ação do regime de Pyongyang e convocaram esta reunião do órgão máximo das Nações Unidas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou em uma declaração por escrito que o "lançamento é uma violação direta" de uma resolução da ONU. O satélite foi enviado com o míssil balístico de longo alcance Taepodong-2, que a Coreia do Norte está tentando desenvolver e que já testou em julho de 2006 e abril de 2009. Trata-se da terceira tentativa de colocação em órbita de um satélite pela Coreia do Norte, depois de dois fracassos, em 1998 e 2009. Os Estados Unidos não devem levar adiante o acordo de ajuda alimentar à Coreia do Norte. "Nós não vamos levar adiante o acordo para fornecer qualquer assistência [à Coreia do Norte]", disse o conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, a jornalista, durante uma viagem no avião presidencial, que se dirige à Flórida. EUA, Coreia do Sul e Japão disseram que o lançamento, que ocorreu às 7h39 locais (19h39 de quinta-feira em Brasília), fracassara depois que o projétil caiu no mar Amarelo pouco mais de um minuto após sua partida, circunstância que também foi confirmada pelo regime norte-coreano. CHINA Ontem, o governo chinês voltou a pedir "calma" à comunidade internacional após o fracassado lançamento do míssil de longo alcance produzido por Pyongyang e chamou todas as partes a trabalharem pela paz e a estabilidade da região. "Dadas as circunstâncias atuais, qualquer decisão deve ter o objetivo de garantir a paz e a estabilidade do leste asiático e da península norte-coreana", disse ontem o porta-voz da Chancelaria chinesa, Liu Weimin, em entrevista coletiva em Pequim. As declarações faziam referência às possíveis sanções contra o regime de Pyongyang que o Conselho de Segurança da ONU decidirá em reunião de emergência nas próximas horas por ocasião do lançamento do míssil norte-coreano. Liu evitou responder se a China acredita no "verdadeiro fracasso do teste", e, sem modificar em nada a postura do Governo de Pequim nas últimas semanas, manteve o discurso de "calma" com relação à Coreia do Norte.

Edição EDIÇÃO 16962




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