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MUNDO
Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008, 21h:32

EUA

Congresso fecha acordo de ajuda a bancos

A iminente possibilidade de aprovação do pacote mexeu com os mercados. Depois da aprovação do acordo, as bolsas ampliaram a tendência de alta

Democratas e republicanos chegaram a um acordo para o pacote de ajuda ao sistema financeiro dos Estados Unidos. Os detalhes do acordo serão encaminhados ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, e possivelmente serão colocados em votação hoje. O anúncio foi feito por um grupo bipartidário de legisladores da Câmara e do Senado dos EUA, depois de um encontro de três horas no Capitólio. O pacote inicialmente proposto por Paulson previa a compra de títulos podres em poder dos bancos no total de US$ 700 bilhões, mas o acordo preliminar decidido hoje prevê que estes recursos sejam liberados em prestações. Uma primeira tranche de US$ 250 bilhões será disponibilizada imediatamente, com um desembolso adicional de US$ 100 bilhões na seqüência se for necessário, segundo fontes próximas as negociações. O Congresso também será capaz de bloquear a última prestação por meio de votação se não estiver satisfeito com o programa. Segundo essas fontes, o acordo também poderá exigir que todas as companhias que venham a participar do programa concordem em limitar os pagamentos aos executivos - incluindo restrições as "indenizações generosas" (golden parachutes). Também é provável que o governo receba garantias em ativos de todas as companhias que participarem do programa. Contudo, não está resolvido se o pacote vai incluir mudanças na lei de falências, que daria ao juiz o direito de mudar os termos das hipotecas. O senador democrata Dick Durbin fez um apelo para que isso seja incluído, mesmo embora muitos legisladores e a Casa Branca sejam radicalmente contra. Os legisladores e suas equipes estão finalizando a linguagem precisa das medidas para serem levadas ao secretário do Tesouro nesta tarde. Alguns elementos do plano do Congresso provavelmente vão sofrer a oposição de Paulson. O Tesouro não quer, por exemplo, que os limites para pagamentos aos executivos sejam amplamente aplicados para todas as companhias. Paulson também tem esperança de evitar que os fundos sejam desembolsados em partes. Contudo, o Tesouro pode não ter muito espaço de manobra se quiser ver a lei ser aprovada rapidamente. NEGOCIAÇÕES Durante o encontro, o candidato democrata para a presidência, Barack Obama, conversou por telefone com o presidente do Comitê de Bancos do Senado, o democrata Christopher Dodd, segundo fontes próximas as negociações. Obama falou com Dodd e o senador republicano Robert Bennett. Bennett disse que os legisladores têm um "plano que será aprovado pela Câmara e o Senado". "Nós concordamos sobre muitas questões importantes", disse o presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, o democrata Barney Frank, em entrevista coletiva à imprensa ao final de um encontro de duas horas entre grupos bipartidários da Câmara e do Senado.

Edição EDIÇÃO 16962




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