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MUNDO
Quarta-feira, 09 de Julho de 2014, 20h:03

AFEGANISTÃO

Candidato rejeita resultado eleitoral

Um dos candidatos no segundo turno da eleição presidencial no Afeganistão, o ex-chanceler Abdullah Abdullah, rejeitou os resultados parciais do pleito de 14 de junho que colocam à frente o seu adversário, o ex-ministro das Finanças Ashraf Ghani. Abdullah, que liderou a votação no primeiro turno, está agora cerca de 1 milhão de votos atrás de Ghani, conforme os dados divulgados pela Comissão Eleitoral Independente na segunda-feira - o ex-ministro das Finanças estaria com 56,44% dos votos. A contagem final pode mudar quando os números oficiais saírem, em 22 de julho. O ex-chanceler, combatente da resistência anti-Taleban, alega haver fraude generalizada nos resultados da votação e insistiu que os resultados devem ser adiados até que todas as zonas eleitorais problemáticas sejam auditadas. Ashraf Ghani declarou concordar com a auditoria. Em 2009, Abdullah já havia sido derrotado pelo atual presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, em outro pleito repleto de acusações de fraude. O ex-chanceler se recusou a disputar o segundo turno, o que acabou por assegurar a reeleição de Karzai. Milhares de simpatizantes de Abdullah se reuniram na capital, Cabul, exigindo que ele forme um gabinete paralelo e um governo unilateral - uma medida que, se tomada, pode dividir ainda mais o instável país. EUA PREOCUPADOS Ressaltando a magnitude da crise, Abdullah disse que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, irá visitar o Afeganistão na sexta-feira. Preocupado com os rumores de "gabinete paralelo" afegão, Kerry afirmou que não haverá justificativa para a violência ou "medidas extraconstitucionais" no país. "Tenho acompanhado com grande preocupação as informações sobre protestos no Afeganistão e sugestões de um governo paralelo", disse ele em um comunicado divulgado pela Embaixada dos Estados Unidos em Cabul. "Qualquer ação para tomar o poder de forma ilegal custará ao Afeganistão o apoio financeiro e na área de segurança dos EUA e da comunidade internacional", acrescentou o secretário de Estado.

Edição EDIÇÃO 16962




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