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MUNDO
Sábado, 19 de Maio de 2012, 12h:45

VIOLÊNCIA

Bomba em colégio mata estudante de 16 anos

Outra estudante de 16 anos, Veronica Capodieci, 16, se encontra em estado muito grave. Premiê italiano condena atentado e promete ações contra crime

Uma bomba explodiu ontem diante do instituto profissional Morvillo Falcone, na localidade italiana de Brindisi, e causou a morte da estudante Melissa Bassi, de 16 anos, ferindo ainda outras sete pessoas, informou o funcionário da Defesa Civil regional Fabiano Amati. Outra estudante de 16 anos, Veronica Capodieci, se encontrava em estado muito grave, depois de ter sofrido queimaduras em todo o corpo e ferimentos no abdômen, e foi operada no hospital Perrino, em Brindisi, onde estão internados os demais feridos. Anteriormente havia sido informado que Veronica teria morrido, mas o hospital desmentiu a informação. Segundo os moradores da área, a explosão foi muito potente e destruiu os vidros do colégio e os dos edifícios contíguos em um raio de 200 metros. A explosão aconteceu às 2h45 (horário de Brasília) e, segundo os investigadores, os artefatos de fabricação caseira estavam unidos a dois bujões de gás escondidos em mochilas que foram colocadas em um contêiner diante do colégio. O instituto leva o nome de Francesca Morvillo, que foi assassinada junto a seu marido, o juiz Giovanni Falcone, e a outros três guarda-costas em um atentado em 23 de maio de 1992. Os investigadores italianos, que não descartam nenhuma possibilidade, acreditam que o atentado pode ter alguma relação com a proximidade do 20º aniversário da morte de Morvillo e Falcone, embora não excluam a hipótese de ter sido obra de um desequilibrado. Temendo novos atentados, a autoridades decidiram evacuar os demais colégios da região. Na última quinta-feira, o governo decidiu reforçar os dispositivos de segurança para mais de 14 mil possíveis alvos terroristas, após o recente atentado sofrido pelo executivo-chefe do grupo Ansaldo Nucleare, Roberto Adinolfi, e a tensão gerada em torno da agência de arrecadação de impostos Equitalia. CONDENA O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, disse que seu governo "agirá com firmeza e determinação contra todo tipo de atos criminosos" ao falar do atentado cometido neste sábado em um colégio feminino de Brindisi. Monti, que se encontrava ontem em Camp David (EUA) para participar da cúpula do G8, acrescentou que o governo "favorecerá a máxima coesão de todas as forças políticas e sociais" contra o retorno na Itália de "tentações subversivas". Monti decretou luto oficial de três dias, com bandeiras a meio-mastro em toda a Itália, e expressou sua "condolência e proximidade às famílias e às vítimas" de Brindisi. VATICANO O Vaticano, por meio de seu porta-voz oficial, o jesuíta Federico Lombardi, manifestou sua rejeição para uma ação "absolutamente horrível e vil ainda mais execrável por ter ocorrido nas cercanias de uma escola contra jovens totalmente inocentes". Lombardi expressou seu desejo e o do papa Bento 16 de que "todo o país reaja com determinação às tentações de violência e às provocações terroristas". Como mostra de repulsa ao atentado, foram realizadas ontem manifestações em pelo menos 20 cidades italianas, entre elas Mesagne, povoado onde a menina falecida pertencia. Os eventos esportivos deste fim de semana na Itália farão um minuto de silêncio em homenagem às vítimas.

Edição EDIÇÃO 16963




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