MUNDO
Sábado, 25 de Outubro de 2014, 14h:20
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OFENSIVA
Ataque mata 55 membros do Estado Islâmico
A ofensiva, realizada com morteiros e, sobretudo, aviões franceses, destruiu também munições e armas guardadas pelo Estado Islâmico na região
Pelo menos 55 membros do Estado Islâmico (EI) morreram ontem após os bombardeios mais intensos realizados até o momento pela coalizão internacional contra as posições do grupo jihadista da cidade iraquiana de Mossul. O general da polícia da província de Nineveh, no norte do país, Khaled al Hamdani, explicou à EFE que o local mais bombardeado foi um acampamento na cidade de Al Kendi, usado pelos radicais como sede militar. A ofensiva, realizada com morteiros e, sobretudo, aviões franceses, destruiu também munições e armas guardadas pelo EI na região. O general disse que, após os ataques, integrantes do EI enviaram muitas ambulâncias ao local para transferir feridos e mortos. Além disso, cortaram a comunicação e a eletricidade na cidade. Por outro lado, fontes médicas afirmaram que o hospital de Mossul recebeu mais de 150 vítimas, entre mortos e feridos. Mais de 50 corpos foram levados pelo EI ao cemitério de Wadi Akab. Em junho, os extremistas lançaram um ataque relâmpago e com isso conseguiram controlar largas zonas no norte do Iraque, incluindo Mossul, e proclamaram a formação de um califado no país e na vizinha Síria. ATAQUE No mesmo dia, jihadistas do EI realizaram um novo ataque em direção à fronteira com a Turquia, ao norte de Kobane, a cidade síria defendida ferozmente pelos curdos, que ainda estão à espera de reforços do Curdistão iraquiano. Os extremistas, posicionados perto da fronteira com a Turquia, "fizeram disparos de artilharia pesada em direção a fronteira", e pelo menos "quatro morteiros caíram do lado turco", informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que se baseia em uma vasta rede de observadores em todo o país. Enquanto isso, na sexta-feira à noite, os intensos combates foram retomados nas ruas desta cidade sitiada pelos radicais desde 16 de setembro. Mas o reforço de cerca de 150 peshmergas (combatentes curdos iraquianos), parece certo e deverá chegar na próxima semana, passando pela fronteira turca.