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MUNDO
Quinta-feira, 17 de Julho de 2014, 19h:44

Alguns dos corpos estão intactos

A jornalista Sabrina Tavernise, que estava na região em que ocorreu o acidente aéreo da Malaysia Airlines ontem, afirma que alguns dos corpos estavam intactos, sentados em seus assentos do avião. De acordo com o relato, publicado no "New York Times", o fato é indício de que o "avião fez, pelo menos, algum tipo de pouso controlado". Sabrina afirma que "muitas das vítimas estavam ainda em seus assentos ou presas a pedaços da fuselagem". Ela acrescenta que pedaços do avião estavam espalhados por toda a região rural e nas estradas próximas. "Não havia casas nas redondezas. A única estrutura visível era uma estrutura de criação de aves com viveiros, ao longe." A jornalista descreve algumas das vítimas: um jovem de bermuda azul e tênis, segurando um iPhone; um menino de cerca de dez anos com uma camiseta escrito "Não entre em pânico", entre outros. MAIS GRAVE O Boeing 777, modelo do avião da Malaysia Airlines que caiu ontem na Ucrânia com 295 pessoas a bordo, é uma das mais usadas aeronaves comerciais do planeta. Caso confirmado o número de mortes, será o maior acidente com o modelo. O mais grave até ontem aconteceu em março, com o voo MH 370, também da Malaysia Airlines. A aeronave desapareceu na madrugada do dia 8 de março com 239 pessoas a bordo e nunca foi encontrada. O primeiro acidente fatal com o 777 aconteceu em 2013. Um avião da Asiana Airlines teve problemas durante o pouso em San Francisco, nos EUA, e deixou três mortos. Aconteceram ainda outros dois acidentes que não deixaram mortos. O modelo foi lançado comercialmente em 1995 em um voo da United Airlines. Ele é fabricado pela americana Boeing e, segundo a empresa, é o líder de mercado. O 777 é uma família de aeronaves com diferentes características. O que caiu ontem foi um 777-200ER. Ele tem capacidade para até 440 passageiros e autonomia de voo de até 14.305 quilômetros - o suficiente para ir de Londres a Los Angeles. Pelo Twitter, a Boeing disse que aguarda mais informações sobre o voo. "Nossos pensamentos e rezas estão com aqueles que estavam à bordo do MH17, assim como seus familiares e amigos. Estamos prontos para oferecer assistência", escreveu a empresa em sua conta.

Edição EDIÇÃO 16963




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