MUNDO
Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008, 22h:04
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CRISE BOLIVIANA
Adiado diálogo entre governo e oposição
Encontro deveria ter acontecido na noite de ontem, mas por problema logístico foi adiado para hoje, em Cochabamba
O início do diálogo entre o governo da Bolívia e a oposição autonomista foi adiado para hoje, devido a problemas "logísticos", confirmaram ontem fontes oficiais bolivianas. O porta-voz do Governo, Ivan Canelas, anunciou, em entrevista coletiva, que o presidente Evo Morales estará hoje em Cochabamba (centro), junto com vários ministros, para abrir as negociações de paz. Inicialmente, a reunião aconteceria mesmo hoje, mas Morales convenceu os governadores autonomistas a começarem ontem mesmo o diálogo. No entanto, por "aspectos logísticos e de coordenação", o encontro foi adiado, segundo uma carta do Executivo enviada ao governador de Tarija, Mario Cossío. Os "problemas logísticos" se referem aos contratempos que Cossío e seu colegas de Chuquisaca, Savina Cuéllar, Santa Cruz, Rubén Costas, e Beni, Ernesto Suárez, tiveram para chegar à cidade de Cochabamba. A carta, assinada pelo vice-ministro de Descentralização, Fabián Yaksic, convoca o diálogo para hoje, às 7h (horário de Mato Grosso), em um clube de campo de Cochabamba. Asilo - O governador de Pando, na Bolívia, Leopoldo Fernández, consultou, por meio de um intermediário, o delegado da Polícia Federal de Epitaciolândia, no Acre, Rafael Debona Dutra, sobre os trâmites, no Brasil, para pedir asilo político. De acordo com Rafael Debona, a consulta foi feita há três dias por um parlamentar boliviano que esteve em Epitaciolândia, antes de o governador de Pando ser preso pelo exército boliviano. "Um senador boliviano, que não lembro o nome, me consultou sobre o que o governador de Pando teria que fazer para pedir asilo no Brasil. Eu expliquei, e ele foi embora", disse. O delegado também informou que a movimentação de bolivianos nas cidades brasileiras de Brasiléia e Epitaciolândia, na fronteira com o país vizinho, é tranqüila e sem qualquer tipo de tensão. "Ocorreu apenas a movimentação de alguns bolivianos, que têm amigos nas duas cidades brasileiras. Eles transportaram para o Brasil seus bens, como carros, para evitar que fossem destruídos por manifestantes". Rafael Debona disse ainda que o policiamento no setor de imigração foi reforçado, com plantão de 24 horas, para aumentar a fiscalização a ônibus e carros que transitam entre a Bolívia e o Brasil.