Autoridades chinesas elevaram a 67.183 o número de mortes confirmadas na tragédia, cerca de 2 mil a mais em comparação com o dia anterior
Mais de 420 mil casas desabaram na região central da China depois de dois abalos sísmicos secundários terem sido registrados na mesma área ontem Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas, segundo informações da agência de notícias Nova China. ABALOS O Instituto de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos informou que um dos abalos secundários de ontem alcançou 5,7 graus na escala Richter. O veículo estatal de informação noticiou que centenas de milhares de casas desabaram no condado de Qingchuan depois de duas réplicas terem ocorrido na região. Ontem, autoridades chinesas elevaram a 67.183 o número de mortes confirmadas na tragédia, cerca de 2 mil a mais em comparação com o dia anterior. Além disso, 20.790 pessoas continuam desaparecidas. O governo local acredita que a cifra final de mortos ultrapasse os 80 mil. ENCHENTES Autoridades chinesas apressavam-se para retirar mais 80 mil pessoas da trajetória de enchentes que possam ser causadas pelo transbordamento de uma represa formada por deslizamentos de terra que bloquearam o curso de um rio. Ao mesmo tempo, soldados chineses escavavam às pressas um canal com o objetivo de fazer a água escoar e amenizar a ameaça. RETIRADA De acordo com a agência de notícias Nova China, agentes humanitários pretendiam concluir a retirada da população ameaçada até a meia-noite desta terça, pelo horário local, o que elevaria a quase 160 mil o número de pessoas retiradas de cerca de 30 povoados da região. O lago Tangjiashan formou-se no norte da província de Sichuan depois de um grande deslizamento de terra ter bloqueado o curso de um rio. Trata-se, porém, de apenas uma de dezenas de frágeis represas formadas pelo mesmo motivo depois que um devastador terremoto de 7,9 graus na escala Richter atingiu a região central da China. EXPLOSIVOS Soldados detonaram explosivos nas montanhas para abrir passagem e o jornal Diário da China informou em sua página na internet ontem que os militares "preparavam-se para dinamitar" os detritos que formaram o lago Tangjiashan. A televisão estatal mostrou imagens de pesados equipamentos sendo usados para escavar um canal artificial de cerca de 200 metros de extensão para drenar a água. O lago formou-se nas proximidades de Beichuan, uma das cidades mais afetadas pelo terremoto do último dia 12.