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ILUSTRADO
Quarta-feira, 18 de Julho de 2007, 18h:05

AUDIOVISUAL

Vídeo de MT é convidado para festival em São Paulo

Cláudio Oliveira
Da Assessoria
Mais de quinhentos downloads no overmundo: www.overmundo.com.br/banco/eunoia. Mais de quinhentos livros vendidos. Quase dez resenhas publicadas. Dois festivais no MT e o primeiro festival internacional. “Eunóia”. É, estamos falando do livro mais recente publicado pelo multimídia, anarquista, músico, poeta, videomaker, Eduardo Ferreira. Eduardo tem uma história muito interessante. Esteve super-envolvido com o movimento estudantil, na época, 1980, quarto ano de arquitetura na Gama Filho do Rio de Janeiro, reuniões e mais reuniões, bomba no Rio Centro, e a música correndo na veia. Contemporâneo de Hebert Viana também largou a faculdade para se dedicar a arte, a música em especial. Vinte anos de volta ao Mato Grosso. Nenhum dos seus amigos acreditava, o que estaria ele fazendo por aqui? Cursou Letras, no vestibular nota 10, não sei quantos foram na história, mas sem dúvida poucos dignos de registro. Também não terminou. Conta ele que concorreu junto com meia dúzia de loucos anarquistas ao CA de Letras da UFMT “Madame Ques que ce e a fina flor do coxo”, ganharam, assumiram e literalmente descascaram um abacaxi e entregaram a todos os colegas. Ferreira sempre foi coletivista. Sempre acreditou que as coisas devem acontecer na união de todos. Faz parte hoje do coletivo A Fabrika, editora que publicou, com o auxilio da lei estadual de incentivo à cultura, o seu livro “Eunóia”. Tem diversos vídeos, documentários, programa de TV e, exibe hoje uma carteirinha de radialista. Voltando ao livro, a novela que tem um caráter Becktiano, Kafkiano, e outros anos da vida narra ou flutua sobre um quadrado noiado, um personagem viciado que permanece noiado divagando de delírio em delírio. Eduardo conta que escreveu o livro de maneira contínua, num fluxo contínuo, ou seja, quando acabava a inspiração desligava o computador e ia dormir. Escreveu tudo sem olhar pra trás, quando acabou não sabia muito bem o que tinha escrito, mas tinha a certeza de que ali nascia um grande personagem. Joel Sagardia, da produtora Casarão, também achou. Após a leitura do livro apaixonado pelo personagem intimou EF a escrever o roteiro, o mesmo pediu dois dias e voltou com o texto escrito; na mente. Para ator convidaram o furioso Caio Matoso que leu o livro e submergiu no mundo delirante do personagem. Dessa união A Fabrika e Casarão saiu o filhote Eunóia em vídeo. Motivo destas palavras tortas foi convidado para a mostra do II Festival Latino Americano de São Paulo que ocorre entre os dias 23 e 29 de julho em São Paulo. Mais informações sobre o festival podem ser encontradas na página: www.memorial.sp.gov.br ou no link para a folha de SP: http://cinema.uol.com.br/ultnot/2007/07/13/ult4332u280.jhtm O Festival não tem caráter competitivo, os filmes da mostra contemporânea serão avaliados pela crítica e pelo público e poderão ser agraciados com prêmio troféu Fundação Memorial da América Latina e, o escolhido do público, receberá um prêmio no valor de R$ 30 mil. A turma d´A Fabrika embarca dia 27 pra São Paulo para conferir in loco a recepção do público paulista.

Edição EDIÇÃO 16967




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