À parte qualquer controvérsia, honraria é premiação máxima brasileira, pois é dado pela casa do maior de nossos escritores
O cientista político, pesquisador e professor pernambucano Vamireh Chacon foi o grande vencedor do prêmio Machado de Assis. O prêmio da ABL (Academia Brasileira de Letras) é dado a um autor pelo conjunto da obra desde 1941. Chacon é professor emérito da Universidade de Brasília e autor dos livros Globalizaçao e Estados Transnacionais (ed. Senac) e Formação das Ciências Sociais no Brasil (ed. Unesp). A cerimônia de premiação será no dia 17 de julho, na sede da ABL, no Rio. Além de Chacon, que receberá R$ 100 mil, serão entregues prêmios no valor de R$ 50 mil aos vencedores das demais categorias. Gabriel Nascente venceu na categoria poesia pelo livro A Biografia da Cinza (Kelps). Entre os autores de ficção (incluindo romance, teatro e conto), o ganhador foi Luiz Vilela, pela coletânea de conto Você Verá (Record). João Cezar de Castro Rocha, crítico e professor de literatura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, teve seu Machado de Assis: Por Uma Poética da Emulação premiado na categoria ensaio e crítica literária. VENCEDORES Conjunto da obra: Vamireh Chacon. Poesia: Gabriel Nascente, por A Biografia da Cinza (Kelps). Ficção: Luiz Vilela, por Você Verá (Record). Ensaio: João Cezar de Castro Rocha, por Machado de Assis: Por Uma Poética da Emulação (Civilização Brasileira). Literatura infantojuvenil: Tatiana Salem Levy, por Tanto Mar (Record); e Mirna Pinsky, por Um menino, sua Amiga, um Fichário e dois Preás (editora FTD). Tradução: Safa Jubran, por E Nós Cobrimos seus Olhos (Companhia das Letras), de Alaa Al Aswany. História e Ciências Sociais: Lilia Moritz Schwarcz, por Batalha do Avaí (Sextante). Cinema: Matthew Chapman e Julie Sayres, pelo roteiro do filme Flores Raras, dirigido por Bruno Barreto.