ILUSTRADO
Sábado, 25 de Setembro de 2010, 12h:59
A
A
CULTURA POPULAR
Último dia do Festival de Cururu e Siriri
A entrada é grátis e a secretaria municipal de Transportes disponibilizou um número maior de ônibus a partir de 0h
Ariane Laura
Assessoria do Festival
O céu de Cuiabá ganha brilho e um colorido causado pela queima dos fogos de artifício. O ronco do mocho ecoou no Porto partindo da ACRIMAT. A abertura da maior festa da cultura popular do Estado foi quinta-feira com o tema Fé e Alegria. O 9º Festival de Cururu e Siriri encheu os olhos do público presente na arena do Parque de Exposições fazendo jus ao tema desta edição. O cururu abriu as noites e a festa foi completa com o Siriri bonito. Dona Domingas Leonor da Silva, presidente da Federação Matogrossense de Cururu e Siriri merece uma estátua de bronze dada a garra com que vem lutando pela cultura. A luz de velas, dona Domingas conduziu o público para fazer a oração de um Pai Nosso e uma Ave Maria, foi a vez dos bois invadirem a arena e dar continuidade ao espetáculo. Uma roda de cururueiros dos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Cáceres e Várzea Grande se reuniu para fazer o som do ganzá e o batuque ritmado do mocho, juntamente com a viola-de-cocho. Em seguida foi a vez do grupo de alunos especiais da Apae, que demonstraram que ser especial não significa ter limitações na aprendizagem. Outra atração foi o grupo da melhor idade Guató, do município de Cáceres, que levou para arena elementos referentes a natureza do Pantanal e a figura do índio. A diversidade marcou esta primeira noite do festival. Prova disso é o grupo Compadre Mané da Roça, do distrito de São Pedro de Joselândia do município de Barão de Melgaço. Participando pela primeira vez do tradicional Festival de Cururu e Siriri de Mato Grosso, o grupo levou grandes bonecos para dançar o Siriri na arena. O público ficou com os olhos atentos para esta novidade. Dois grupos infantis se apresentaram na primeira noite do Festival, o Cuiabaninho Digoreste e o Flor do Jardim, ambos de Cuiabá. O boi a serra, a mãe do morro, a ema, o minhocão são algumas das figuras lendárias que passaram pela arena. O boi a serra é uma figura lendária trabalhada por vários grupos, entre eles o Flor do Jardim. De acordo com a coordenadora do grupo, Matilde da Silva, o boi é para trazer coisas boas e levar para longe as coisas ruins. Conforme dona Domingas, o boi é um símbolo para espantar os maus fluídos e abrir caminhos. A programação do evento foi conduzida pelos personagens Totó Bodega e Cumadre Pitu, que conduziram com graça e alegria o evento. Além disso, muitos brinquedos e uma vasta opção em alimentação estavam disponíveis para o público. Também teve uma área destinada a estandes de artesanatos regionais. Esta é a primeira vez que o evento acontece na arena da ACRIMAT e para a técnica em infra-estrutura Mariluce de Lara, 39, o local é muito bom. Acompanho o Festival há 3 anos, esta estrutura é melhor, pois oferece um espaço maior e com mais conforto tanto para o público como para os grupos, afirma. A funcionária pública Maria Antônia Queiroz, 53, compartilha da mesma opinião. Sou cuiabana e acompanho o Festival há mais de seis anos. Sem dúvida este espaço é melhor, pois é mais amplo, tem estacionamento, segurança. Este ano, pela primeira vez a Federação tomou a frente da organização do festival. O evento termina hoje, dia 26 de setembro e só foi possível com patrocínio da Prefeitura Municipal de Cuiabá e Governo do Estado, em parceria com Oi Futuro, O Boticário, Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMT) e Pontão da Vila-de-Cocho e com apoio da Agecopa. A entrada é gratuita e a Secretaria Municipal de Transportes (SMTU) está disponibilizando um número maior de ônibus a partir de 00 h para atender o público que comparecer ao evento. O intuito é democratizar o acesso às manifestações populares e a estimular a formação de público.