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ILUSTRADO
Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2012, 19h:37

CINEMA

Salas de cinema do país batem recorde em 2011

Em 2010 foram lançados 307 títulos e registrados 134 milhões de ingressos. Enquanto em 2011 esse número passou para 333 filmes e 141,7 milhões de tíquetes

2011 foi um ano recordista para as salas de cinema do Brasil, apesar de não ter nenhuma produção com o cacife de "Tropa de Elite 2" e com um top 10 dominado por produções internacionais. Em 2010 foram 307 títulos lançados e 134 milhões de ingressos. Com um aumento de 5%, esse número passou em 2011 para 333 filmes no circuito com um montante de 141,7 milhões de tíquetes comercializados. Segundo o Filme B, portal que monitora o mercado cinematográfico do país, o faturamento total também deu um pulo: R$ 1,4 bilhão, acréscimo de R$ 155 milhões frente ao ano anterior. De acordo com o diretor do Filme B, Paulo Sérgio Almeida, “esse desempenho é inédito há pelo menos três décadas”. Em 2010, "Tropa de Elite 2" fez 11 milhões de espectadores. Quase 60% a mais do que o público vitorioso deste ano: 6,9 milhões para "Amanhecer", da saga "Crepúsculo". Com direção do brasileiro Carlos Saldanha, mas totalmente produzida nos Estados Unidos, a animação "Rio" teve plateia menor (6,3 milhões). Encabeçou, contudo, o ranking geral ao alcançar a bilheteria mais polpuda do ano, de R$ 68,7 milhões - graças ao ingresso mais caro do 3D. Ao contrário do observado no ano passado, nenhum filme nacional entrou no top 10. Em 2010, “Tropa 2” liderou com folga desbancando até “Avatar”. Nesse mesmo ano, mais dois nacionais chegaram aos dez mais: "Nosso Lar" e "Chico Xavier". A queda no índice doméstico era aguardada. Mas sem trauma. Juntas, as 98 estreias brasileiras lograram R$ 164 milhões, a segunda melhor renda dos últimos 20 anos. O público só perde para os de 2010 e 2003 (ano de "Carandiru", "Lisbela e o Prisioneiro" e "Os Normais"). Em 2011, sete filmes nacionais superaram um milhão de espectadores --campeão, "Cilada.com" fez o triplo disso. CLASSE C VAI AO CINE Até pouco tempo, o setor vivia em clima de velório, assombrado por pirataria e novas tecnologias, como Blu-ray. A expansão das salas contribuiu para a boa performance de 2011. Enquanto quase 200 salas abriram, só 15 fecharam. A oferta atende à classe C, sempre ela, que "serve de impulso e plataforma de sustentação", diz Marcelo Bertini, presidente da Cinemark. De acordo com Almeida, do Filme B, a atividade se tornou "altamente competitiva" e "mais lucrativa".

Edição EDIÇÃO 16963




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