ILUSTRADO
Segunda-feira, 09 de Abril de 2012, 20h:33
A
A
ACADEMIA
Roteiro poético
A cidade cantava! Embalada nas canções de Zé Agnelo, Honório Simaringo, Zulmira Canavarro, Inácio, Albertino e Conjunto Serenata. Valsas, baladas, rasqueados, como se estivesse no colo da Ilusão! A cidade cantava! Nos badalos dos bois carreiros, no carrinho do Paxero de Seo Mogênio, ou do verdureiro! Tempo em que a cidade vivia, simplesmente vivia! Embora sabendo que, um dia, o murmúrio dessas canções, esvoar-se-iam quais aves de arribações! O poeta numa manhã primaveril! Ou olhando o céu de maio, de estrelas rendado. Talvez tendo como musa, a bandeira do Brasil, faz o hino deste rincão amado! E diz: És enfim nosso tesouro! E borda de poesia; Tens estelífero manto! Com o sonho doirado de Moreira Cabral, terminando no céu cor de anil! dissipando o pranto, com páginas de glória imortal! Escama de peixe: Escama de peixe, lente reluzente, lantejoulas do carnaval. Arco-íris, no corpo, vestido de coral! Escama de peixe, da pera, pacu e curimbatá. Vestimenta reluzente, na água corrente, do caudaloso Cuiabá! Levantar uma cambada de peixe na imbira, é como o espargir de um arco-iris, que da alma tira. Reflexos do sol tropical! Reflete, escama reflete! Com seu tom azul. Reflete, escama reflete! Esparrame a luz. do Centro Geodésico da América do Sul! Piracema Bailado balet do peixe no cio, contra a correnteza, buscando a preservação. Saltitando no siriri do bailado, sobe rios, cachoeiras, na desova da procriação. Somente Deus, na sua sabedoria, e as lantejoulas das escamas do peixe, poderiam nos proporcionar esse espetáculo, que sua majestade divina anuncia. Ao reflexo do sol tropical, são diamantes saltitantes, abrindo fendas nas águas borbulhantes, qual champanhe dos foliões no carnaval! Acadêmico Moisés Mendes Martins Júnior - Cadeira 8