Na sexta-feira dia quinze de junho fui exonerado e condenado a fazer esta retratação em público pelo conselho estadual de cultura. É a primeira vez que presencio a cena mais cômica da política pública de cultura. No centro desta querela estava o senhor presidente rodeado de suplentes ávidos pela vacância. A acusação era porque o réu titular, vice-presidente do conselho estava cumprindo o seu papel democrático de trazer a público as mazelas que estavam de certa forma grassando o pavilhão moral da instituição. Segundo a comissão: tudo o que acontece no conselho não dever vir a lume. Questiono: então para que serve o conselho? De repente para aplaudir a ação dos gestores e servir de mão de obra gratuita no momento de selecionar os projetos que o presidente decide publicar?! Percebi que o processo é falho e sem propósito. Se um conselheiro eleito pela classe pode ser cassado a qualquer momento por dois ou três suplentes interessados na vaga, para que transparência na eleição? Recebi vários e-mails solidarizando com a minha pessoa. Indicando receitas milagrosas de como lidar com a situação. De todas elas achei perfeita a surra de urtiga acompanhada pelo banho de pimenta. Perfeito! Do grande jurista Paulo Ribeiro veio um ótimo gracejo, qual faço o favor de reproduzir na íntegra: Quando penso que quase ganhei na loto, que quase fui rico, ou que quase meu time ganhou e que quase comprei uma chevrolet Veraneio... Fico pensando que a palavra quase não deveria constar nos nossos dicionários pessoais, é o sinônimo da derrota e da incapacidade. Afinal só os derrotados usam o quase como uma desculpa pra seu ego triste e melancólico, e acha que todas as outras pessoas têm que aceitar suas desculpas fajutas. Então meu amigo se você é suplente, você não é nada mais ou nada menos que mais um quase eleito da vida, ah! Se não fosse esse quase eu estaria lá. Luís Gonçalves Publicitário e Escritor
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