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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Quarta-feira, 20 de Junho de 2007, 20h:07

ARTIGO

Retratação

Luís Gonçalves
Especial para o Diário de Cuiabá
Na sexta-feira dia quinze de junho fui exonerado e condenado a fazer esta retratação em público pelo conselho estadual de cultura. É a primeira vez que presencio a cena mais cômica da política pública de cultura. No centro desta querela estava o senhor presidente rodeado de suplentes ávidos pela vacância. A acusação era porque o réu titular, vice-presidente do conselho estava cumprindo o seu papel democrático de trazer a público as mazelas que estavam de certa forma grassando o pavilhão moral da instituição. Segundo a comissão: tudo o que acontece no conselho não dever vir a lume. Questiono: então para que serve o conselho? De repente para aplaudir a ação dos gestores e servir de mão de obra gratuita no momento de selecionar os projetos que o presidente decide publicar?! Percebi que o processo é falho e sem propósito. Se um conselheiro eleito pela classe pode ser cassado a qualquer momento por dois ou três suplentes interessados na vaga, para que transparência na eleição? Recebi vários e-mails solidarizando com a minha pessoa. Indicando receitas milagrosas de como lidar com a situação. De todas elas achei perfeita a surra de urtiga acompanhada pelo banho de pimenta. Perfeito! Do grande jurista Paulo Ribeiro veio um ótimo gracejo, qual faço o favor de reproduzir na íntegra: “Quando penso que quase ganhei na loto, que quase fui rico, ou que quase meu time ganhou e que quase comprei uma chevrolet Veraneio... Fico pensando que a palavra “quase” não deveria constar nos nossos dicionários pessoais, é o sinônimo da derrota e da incapacidade. Afinal só os derrotados usam o “quase” como uma desculpa pra seu ego triste e melancólico, e acha que todas as outras pessoas têm que aceitar suas desculpas fajutas. Então meu amigo se você é suplente, você não é nada mais ou nada menos que mais um “quase” eleito da vida, ah! Se não fosse esse “quase” eu estaria lá.” Luís Gonçalves – Publicitário e Escritor [email protected]

Edição EDIÇÃO 16963




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