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ILUSTRADO
Quinta-feira, 16 de Julho de 2009, 20h:59

LITERATURA

Poesia independente

“O Lento Alento”, de Altair de Oliveira, poeta paulista entrosado com as artes daqui, chega ao público cuiabano hoje em lançamento na praça

Lançar seu quarto livro de poemas e celebrar 30 anos de militância de poesia independente. Munido desses objetivos, Altair de Oliveira lança nesta sexta-feira, dia 16, às 19h, o livro “O Lento Alento”, na praça Oito de Abril, em Cuiabá. A noite de autógrafos contará com participações especiais como do ator Ivan Belém e de poetas locais, que declamarão poesias, e terá também happening do premiado artista plástico Adir Sodré. O evento conta com o apoio da Secretaria da Cultura de Cuiabá. O Lento Alento, editado em meados de 2008, reúne poemas de Altair escritos entre os anos de 1996 a 2008. Diferentemente de seu terceiro livro "O Embebedário Diverso", em que o poeta trabalha uma linguagem quase "neo-barroca", cuja escrita procurava as muitas vozes e as falhas da fala dando-lhe um timbre de embriaguez, neste "O Lento Alento" há uma tentativa de uma simplicidade aparente, comum àqueles que parecem ter encontrado a sua própria voz. Para a escultora e psicóloga mineira, Márcia Píramo, "O Lento Alento" é cativante, instiga e convida a um passeio pelo mundo do poeta Altair, que consegue fazer das palavras um novelo e brinquedo, com que vai tecendo as suas tramas. “Enquanto brinca de construir palavras e desconstruir idéias, vai-nos envolvendo, com toda sutileza, em uma cumplicidade com os anseios, medos, tropeços e amores do homem sensível e perspicaz, que são os medos, tropeços, anseios e necessidades de amores de todos nós”, comentou Piramo. “O Lento Alento” foi lançado em Curitiba, Campo Grande, São Paulo e Rio de Janeiro. Após a sessão de autógrafos em Cuiabá, o poeta segue para Belo Horizonte, Dourados e Florianópolis. Numa tiragem inicial de 2 mil exemplares, em que 700 exemplares foram vendidos, o livro tem na capa um belo trabalho da artista plástica brasiliense (criada em Cuiabá) Alzira Cardoso Marques, intitulado "Paridamente". Altair de Oliveira nasceu em Panorama - SP. Foi criado no noroeste paranaense (Xambrê), onde estudou, escreveu seus primeiros versos e trabalhou na lavoura até os 17 anos. Em seguida, mudou-se para o centro-oeste onde permaneceu por 10 anos (Dourados, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande e Brasília). Fez suas primeiras publicações, (Fases, 1982 e Curtaversagem ou Vice-Versos, 1988) e freqüentou o curso de direito até o sétimo semestre na UFMT nos meados da década de 80. Em 1988 mudou-se para Curitiba-PR, onde trabalha como técnico em telecomunicações. Morou ainda em várias cidades do Brasil e também no exterior (Alemanha, Venezuela, EUA, Nicarágua, Bolívia). Altair de Oliveira é um dos remanescentes da poesia “marginal” escrita em mesas de bares e botecos, um militante da cultura independente brasileira. (com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16969




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