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ILUSTRADO
Quarta-feira, 03 de Junho de 2015, 20h:27

CINEMA

O jurássico Spielberg voltou

Muita correria,no novo filme, quando animais reagem contra experiências genéticas

JOÃO BOSQUO E ENOCK CAVALCANTI
Da Redação
Steven Spielberg está de volta, ao menos como produtor executivo de “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros”, o quarto filme da franquia “Jurassic Park”, megassucesso de 1993, com uma bilheteria de quase um U$ 1 bi, e que, naquele ano, foi a tábua de salvação dos estúdios da Universal, que estava a beira da falência. O dono da franquia é o escritor Michael Crichton, que vendeu os direitos do livro, antes mesmo de ser publicado, num leilão que rendeu U$ 500 mil. O diretor do primeiro filme, sim, foi Spielberg, que agora retorna como produtor executivo e seu nome aparece com destaque nos letreiros do novo filme que, a partir desta quinta, ocupa muitas salas de cinema em Cuiabá e pelo Brasil afora. Menos no Cine Teatro Cuiabá, é claro. Aquela nobre sala, no centro de Cuiabá, hoje sob o comando do secretário Leandro Carvalho, como se sabe, continua fechada ao público pé de chinelo que se quiser entrar na onda dos dinossauros vai ter que correr pros shoppings. “Jurassic World” também se passa na Ilha Nublar, a mesma do primeiro, só que com o cenário moderno, com inovações tecnológicas para receber a visita dos turistas. O Parque dos grandes dinossauros aberto e faturando. Nessa versão, o “Jurassic World” é um parque de sucesso até que, ao atingir a marca de 10 milhões de visitantes, começa a perder público. Então os cientistas decidem criar uma nova atração, buscando manter o interesse. O público, vejam só, passa a ser atraído por shows acrobáticos com dinossauros e as pessoas até fazem passeios perto deles, já que agora estão domesticados, mansos como gatinhos. Mas - sempre tem um mas - a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, para criar novas espécies. A gente já viu esse filme. Uma delas adquire inteligência bem mais alta, logo se tornando grande ameaça para a existência humana. E aí volta aquela correria, que o bicho tá solto e salve-se quem puder. Quem assistiu ao primeiro e ficou fã da série e não perdeu a duas sequencias não vai poder deixar de assistir a este quarto. E são milhões e milhões de pessoas, pelo mundo afora. O enredo, como já revelamos, pouco importa. Sempre são pessoas querendo dar um passo além em busca do sucesso ou atrás de mais dinheiro e, no meio disso, acontece um erro que vai gerar toda ação do filme. Dá para acreditar que o cinemão de Hollywood também é capaz de nos dá lições de moral? As cenas com o crocodilo (???) gigante, ensinado a imitar golfinhos, pode parecer num primeiro momento engraçada, mas é o prelúdio para a desgraça que vai acontecer. O pior, contudo é a nova criação da Dra. Claire. Confira, e se assuste, no cinema. No elenco além de Bryce Dallas Howard como Claire Dearing, a chefe de operações do parque, temos ainda, Chris Pratt como Owen Grady, um ex-militar que reside na ilha e estuda os Raptors; Irrfan Khan como Simon Masrani, o proprietário do novo parque; B.D. Wong como Dr. Henry Wu, o ex-geneticista - chefe do Jurassic Park, que lidera a equipe que cria a nova atração do parque no “Jurassic World”; o competente Vincent D'Onofrio como Vic Hoskins, o chefe da divisão de segurança da InGen; Nick Robinson como Zach Mitchell, garoto que está visitando o parque com seu irmão Gray, interpretado por Ty Simpkins.

Edição EDIÇÃO 16963




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