ILUSTRADO
Sábado, 12 de Março de 2011, 13h:29
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LITERATURA
O escritor que viaja
Marinaldo Custódio demorou, mas lançou o seu primeiro livro. O lançamento acontece nesta segunda (14). Bem vindas estas viagens inventadas...
O ano de 2011 já registra uma grande perda para a literatura mato-grossense, com a partida do Sodrezinho. Mas, dizem, escritores e poetas, não morrem, já que suas obras permanecem. A parte essa notável ausência, surge uma nova presença literária nas paragens cuiabanas, Marinaldo Custódio. Os dois digamos, se encontram nesta segunda-feira, 14 de março, Dia Nacional da Poesia, no saguão do Instituto de Linguagens da UFMT. Poetas, escritores e amigos de Antonio Sodré vão participar de uma homenagem ao poeta que se mandou, a partir das 19:30. Já Marinaldo, lança seu livro Viagens Inventadas Crônicas e Quase Contos, da Editora Entrelinhas, nesse mesmo espaço. Tudo faz parte da programação da Semana de Calouros do Curso de Letras. Em termos imediatos, o livro de Marinaldo Custódio é o coroamento de um trabalho de cerca de seis anos, mas que remonta à infância do autor, quando ele começou a cultivar a ideia de ser escritor. Em termos mais imediatos, o livro nasce no ano de 2004, quando, após voltar do mestrado em literatura brasileira, feito na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, Marinaldo publica seu primeiro conto, na revista RDM, de Cuiabá. Trata-se de Os tesouros sonhados, escrito a partir da lembrança de uma história contada pelo pai em sua infância e que não faz parte desta sua estreia em livro. A partir daquele começo na imprensa, em 1991, e da relativa aceitação daqueles textos publicados em A Gazeta (geralmente artigos e pequenos ensaios), o autor ganhou coragem para prosseguir até chegar à publicação deste Viagens inventadas: crônicas e quase contos. Depois daquela experiência inicial nas páginas de A Gazeta, será a partir de 2003, retornando à cidade após concluir o mestrado, que Marinaldo volta a publicar regularmente na imprensa aí incluídos também os jornais Diário de Cuiabá e Folha do Estado, e as revistas RDM, Ótima e Sina. Além disso, desde então começa a focar os seus textos mais para o objetivo do efeito literário, o que levaria o seu amigo e jornalista Kleber Lima a afirmar que Marinaldo, mesmo quando se propõe a escrever artigo acaba escrevendo crônica. Objetivamente, o livro Viagens inventadas... traz em si uma forte carga autobiográfica, sendo, desse modo, um registro meio ficcional meio real das experiências vividas pelo autor, das estradas percorridas entre a terra natal, o Oeste paulista, e a terra adotada, o estado de Mato Grosso interior e capital. Em termos geográficos, registra uma trajetória que vai do Oeste paulista, do córrego do Tanquinho, entre Mesópolis e Paranapuã, às barrancas do Paraguai e do Jauru, em Mato Grosso. O livro, editado por Maria Teresa Carrión Carracedo e Ricardo Carracedo, da editora Entrelinhas, de Cuiabá, tem capa sobre desenho de Wander Antunes e o prefácio-crônica Minha vaca foi pro brejo; a do Marinaldo, não!, do jornalista Mauro Camargo, um texto de rara felicidade que tem encantado a todos quantos o leem. Encontra-se à venda nas livrarias e também pode ser adquirido pela internet, no site da Entrelinhas: www.carrionecarracedo.com.br. (com assessoria)