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Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Terça-feira, 25 de Agosto de 2009, 08h:42

EXPOSIÇÃO

O cururu e o siriri

A exposição traz fotos de Flávio André, Mário Friedländer e Rai Reis, que nos emprestam a sua sensibilidade para registrar a festa popular

Claudio de Oliveira
Da Redação
A exposição Cururu Siriri que está em andamento no museu do Morro da Caixa D´Água Velha está aberta à visitação até o dia 06 de setembro, domingo. Para você ir temperando o espírito e se preparando para um final de semana agitado nós sugerimos a visitação. A exposição trás três fotógrafos renomados; Flávio André, Mário Friedländer e Rai Reis que nos emprestam a sua sensibilidade para registrar a festa popular mais importante do estado de MT. O Festival 8° Festival Cururu Siriri que vem ser realizado entre os dias 28, 29 e 30 de agosto, na praça Cururu e Siriri, no bairro do Porto, deve reunir por volta de quinze mil pessoas diariamente. Na exposição o visitante encontra ainda uma série de notas e apontamentos feitos pela atual coordenadora do museu, Ligiane Dauzacker, quando se graduou em turismo. O festival foi objeto da sua dissertação e por conseguinte é possível ter uma aula antes de começar o festival e poder apreciar com todos os sentidos e também com a razão. Como nada é perfeito e a prática ainda está além da teoria é preciso corrigir alguns problemas como a não identificação de todos os autores das fotos e também dos referidos grupos fotografados. Em conversa informal com Ligiane ela disse ao repórter que a montagem da exposição exigiu um trabalho árduo pois os grupos estavam entregando materiais para serem expostos no dia da abertura. O que sem dúvida deixaria os mais precavidos e organizados de cabelo em pé. Enquanto estes detalhes são resolvidos podemos sim encher os olhos com as imagens especiais. A exposição além dos banneres explicativos já citados, tem oratórios com alguns santos da devoção ribeirinha, indumentárias utilizadas pelos grupos e esculturas feitas pelo mestre popular Seo Clínio. As fotos são ricas em cores, detalhes de movimentos e expressões vivas da nossa gente. Um retrato feito ano a ano com sapiência pela secretaria municipal de Cultura que todo ano (pelo menos nos últimos três ou quatro anos) tem contratado fotógrafos profissionais para registrarem a festa. A alternância entre os profissionais garante novas visões e acrescenta sensibilidade a uma festa que por si só encanta milhares de pessoas. Também faz parte da exposição um vídeo com trechos de apresentações que ficam rodando intermitentemente conferindo ao museu a aura da sabedoria e da alegria que está festa logo reviverá em seu esplendor. O museu fica aberto de terça a sexta, das 8h às 12h, e das 14h às 18h, sábados e domingos, das 10h às 17h. A entrada tem o custo simbólico de R$ 2 (inteira).

Edição EDIÇÃO 16967




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