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ILUSTRADO
Segunda-feira, 07 de Maio de 2007, 19h:52

AUDIOVISUAL

O cinema vai à floresta

ADRIANA NASCIMENTO
Da Reportagem
A sétima arte se dissemina pelo Nortão. E ganha força com o primeiro Festival de Cinema da Floresta que começou no último dia 6 em Alta Floresta e termina No próximo sábado. Na programação, filmes nacionais como Cafundó e Narradores de Javé. Na iniciativa unem-se o Teatro Experimental de Alta Floresta (Teaf) - sob a direção de Agostinho Bizinoto - e a Cia D’Artes do Brasil, de Amauri Tangará. A idéia é integrar a “tribo” dos que fazem, com a dos que produzem e difundem cultura, para não serem apenas o cenário, o pano de fundo, onde as coisas acontecem. Durante uma semana, serão exibidos, vídeos, curtas, médias e longas-metragens, vindos dos mais diferentes estados do Brasil e até países convidados como Bolívia e Portugal. Como os pés deste evento estão fincados na Amazônia, ele tem uma grande preocupação com o meio ambiente e com a preservação da Floresta, razão pela qual, dentro do festival, todos os anos, haverá uma mostra específica dedicada aos filmes sobre a floresta, denominada “Viva Floresta Viva”. Visando formar platéia a idéia é atingir todos os alunos da rede pública do município nas sessões diurnas, onde, todos os dias, às 8h30 e às 14h30 serão exibidos os filmes “O Minhocão do Pari”, animação de Marcelo Okamura, e o primeiro longa de ficção mato-grossense “A Oitava Cor do Arco-Iris”, de Amauri Tangará. As tardes estão reservadas para oficinas, palestras e bate-papo. “Mídias Alternativas”, “O Cinema Fora do Eixo” e “O Cineclubismo Brasileiro”, são alguns dos temas que serão discutidos durante o Festival. Nas sessões noturnas, vídeos e curtas mato-grossenses, além de longas brasileiros, concorrerão ao troféu “Capivara” de melhor trabalho em cada segmento. A escolha dos melhores trabalhos ficará a cargo do público, que votará ao final de cada sessão em suas preferências, através do voto eletrônico. O sexto longa a “Ilha de Arlequim”, de Zeca Medeiros, convidado português para o evento, se destaca por relatar a história verídica de como um grupo de teatro da ilha açoriana do Faial encontrou um espetáculo pronto, dentro dos containers de um navio naufragado.

Edição EDIÇÃO 16964




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