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Quinta-feira, 08 de Novembro de 2012, 20h:53

CINEMA

Novidades nos cinemas

Duas estreias: "Argo" traz um acerto de contas com o passado, e “Marcados para morrer” uma crônica policial

Ariane Laura
Da Redação
Dirigido e estrelado por Ben Affleck ("Atração Perigosa"), "Argo" traz às telas um acerto de contas com o passado recente dos Estados Unidos.Com base em fatos reais, o longa mostra como foi engenhoso o resgate de seis diplomatas norte-americanos refugiados na embaixada canadense no turbulento Irã, em 1979. Para entender o contexto, nesse período o Irã está em ebulição, com a chegada ao poder do aiatolá Khomeini. Como o antigo xá ganhou asilo político nos Estados Unidos, que haviam apoiado seu governo de opressão ao povo iraniano, há nas ruas de Teerã diversos protestos contra os americanos. Um deles acontece em frente à embaixada do país, que acaba invadida. Seis diplomatas americanos conseguem escapar do local pouco antes da invasão, indo se refugiar na casa do embaixador canadense. Lá eles vivem durante meses, sob sigilo absoluto, enquanto a CIA busca um meio de retirá-los do país em segurança. A melhor opção é apresentada por Tony Mendez (Ben Affleck), um especialista em exfiltrações, que sugere que uma produção de Hollywood seja utilizada como fachada para a operação. Aproveitando o sucesso de filmes como "Guerra nas Estrelas" e "A Batalha do Planeta dos Macacos", a ideia é criar um filme falso, a ficção científica Argo, que usaria as paisagens desérticas do Irã como locação. O projeto segue adiante com a ajuda do produtor Lester Siegel (Alan Arkin) e do maquiador John Chambers (John Goodman), que conhecem bem como funciona Hollywood. O suspense tem classificação indicativa para maiores de 14 anos. A outra estreia desta semana é escrita e dirigida por David Ayer. “Marcados para morrer” não estabelece uma narrativa convencional, no longa cada cena é um avanço na história. O filme mais parece uma crônica do cotidiano de dois policiais: Brian (Jake Gyllenhaal) e Mike (Michael Peña). Cada um chegou à polícia por caminhos diferentes. Brian é ex-militar, Peña ex-drogado que tomou uma dura da namorada e entrou na linha. Agora, estão do mesmo lado da lei, que levam muito a sério. Eles, como qualquer outro policial (do filme) só querem fazer o seu trabalho, ou seja, proteger o cidadão de bem, seja lá como for que eles decidem quem é de bem e quem não é. Os inimigos são vários, mas o que se destaca é uma gangue latina com seu chefão. Se, por um lado, a dupla da polícia é bem explorada, com personalidades psicológica e emocionalmente bem delineadas, os vilões são clichês ambulantes contra os quais é muito fácil sentir raiva. Este é um filme sobre o amadurecimento de um policial, no caso Brian, que, diante da dura realidade e da violência, tem a chance de crescer como ser humano. Ex-fuzileiro naval, ele nutre mais ambições do que apenas fazer a ronda por Los Angeles. Ele, inclusive, usa microcâmeras para filmar o cotidiano dele e de seu parceiro. O drama tem classificação indicativa para maiores de 14 anos.

Edição EDIÇÃO 16969




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