ILUSTRADO
Sexta-feira, 30 de Maio de 2008, 20h:13
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AUDIOVISUAL
Noite de encerramento
Depois de nove dias de intensa agitação entre vídeos, curtas e longas-metragens, chega ao fim hoje o 15° Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá
Cláudio de Oliveira
Da Reportagem
Hoje, às 19 horas, a Praça das Bandeiras será palco da Cerimônia De Premiação do 15º Festival. A praça, que fica na Av. do CPA também irá abrigar as apresentações finais, fora de competição, dos curtas do homenageado: No Pantanal do Piquery( 1975;10) e Pantanal, Até Quando?(1978;10) de Reynaldo Paes de Barros. Quem abre a noite é o vídeo do Labi Mendonça, Teatro Mosaico Cia de Repertório 13 anos (2008;8). O grupo está em turnê e apresenta-se amanhã, no teatro do SESC Arsenal com a peça: Sambalelê. Depois do vídeo teremos um momento muito especial com a exibição do filme Alma do Brasil(1932) com direção e roteiro de Líbero Luxardo. O cineasta é considerado o precursor da produção de longas-metragens nos estados do Pará, e na região centro-oeste do Brasil, precisamente nos estados do Mato Grosso e Goiás. Natural de São Paulo, mas radicado no Pará na década de 1940, foi jornalista, político, intelectual e cineasta de grande expressão na cultura regional. O filme tem 50', é p&b e silencioso. Contudo, a apresentação terá trilha sonora feita ao vivo. Lembrando os velhos tempos do filme mudo o realizador Luiz Borges convidou o maestro Fabrício Carvalho para musicar o filme. O maestro nos contou que a banda sonora do filme foi perdida e o convite realmente mexeu com ele já que apesar da pouca experiência com trilhas para cinema propriamente, apenas 8ª Cor do Arco-íris, já fez muita coisa para teatro, além do documentário Vila Bela da Santíssima Trindade - Terra de Colores, de Bárbara Fontes e da direção musical no vídeo do Hino de MT e pretende continuar a produzir para a sétima arte. O Alma do Brasil mostra as manobras do exército brasileiro nos campos do Mato Grosso: um filme que revive a bravura brasileira na retirada da Laguna. Um drama vigoroso, filmado com um elenco memorável, nos lugares históricos onde aconteceram. Segundo Fabrício a criação é coletiva e prevê além das intervenções sonoras com nomes da época como Villa Lobos e Chiquinha Gonzaga, uma mistura da produção dos músicos envolvidos batizados de Quarteto Alma, por razões óbvias. O quarteto conta com o próprio maestro no piano, Yllen Almeida no violino, Sandro Souza na bateria e percussão e Homero Bueno no sax e oboé. Sandro é reconhecido como um dos melhores bateristas do Brasil. O quarteto pretende fazer uma policromia sonora, termo usado pelo regente da Orquestra Sinfônica da UFMT, maestro Carvalho, que diz também ter se inspirado muito na trilha composta por Villa Lobos para o filme de Humberto Mauro de 1937 chamado Descoberta do Brasil. Fecha a noite o anúncio dos grandes premiados pelo júri e público.