Gigantes de Pedra, da escritora e ambientalista Anne Raquel Sampaio, se baseia na mitologia dos tupinambás, fruto de mais de 30 anos de pesquisa
Um livro que resgata a memória cultural e histórica do território de Mata Atlântica que abriga a cidade do Rio de Janeiro foi lançado nesta semana na tenda Sebastião Lan da Cúpula dos Povos, evento realizado no Parque do Flamengo, em paralelo à Rio+20. Destinada ao público infanto juvenil, Gigantes de Pedra, de autoria da escritora e ambientalista Anne Raquel Sampaio, se baseia em mitos tupinambás, tema de mais de 30 anos de pesquisa do escritor José Leonídio Pereira. Segundo os tupinambás, que habitavam o território carioca, montanhas como a Pedra da Gávea e o Maciço da Tijuca, que observados à distância formam a figura de um gigante de pedra deitado, e também o Corcovado, o Pão de Açúcar e o maciço da Pedra Branca, seriam os guardiões de uma área sagrada, simbolizando o equilíbrio que o homem deve manter com a natureza. Essas pedras impediram a devastação total da Mata Atlântica no Rio de Janeiro, cidade que abriga a maior floresta urbana do mundo, diz a escritora, que participa de atividades na Cúpula dos Povos ligadas à questão indígena e à educação ambiental. Gigantes de Pedra procura relacionar os mitos e lendas dos tupinambás ao contexto da realização da Rio+20, contando a história de duas crianças estrangeiras, uma menina francesa e um garoto inglês, que estão no Rio de Janeiro acompanhando os pais, que trabalham nos preparativos da conferência da ONU. Preocupadas com o futuro do planeta e maravilhadas com a geografia da cidade, elas acabam tomando conhecimento, por intermédio de um antropólogo, das lendas indígenas sobre as montanhas cariocas. (Agência Brasil)