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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Terça-feira, 12 de Novembro de 2013, 21h:26

EXPOSIÇÃO

Mestre Ignácio ganha exposição no Misc

Uma exposição no Museu da Imagem e Som de Cuiabá (Misc) homenageia o músico Ignácio Constantino de Siqueira, o Mestre Ignácio, A mostra, que traz fotos, instrumentos e partituras do músico, foi aberta ontem, data em que se comemora os 121 anos de seu nascimento, durante o lançamento do projeto “Novembro Negro” pela Secretaria Municipal de Cultura. “Mestre Ignácio foi uma importante figura para a cultura popular cuiabana, além de um líder comunitário para os antigos moradores do bairro Baú, onde viveu sua vida inteira. Contaremos com a presença de seus familiares, que receberão esta justa homenagem”, afirmou o secretário municipal de Cultura, Alberto Machado. Cuiabano e nascido em 1892, Mestre Ignácio tornou-se músico multi-instrumentista começando seu aprendizado pelo pé-de-bode (sanfona pequena, de 04 e 08 baixos), depois clarinete, cavaquinho, trombone, trompete, baixo. No início da década de 20, ele criou a primeira banda civil de Cuiabá, a Lira Operária de Santa Cecília, e tocou nos mais importantes eventos da Capital, como comícios, festas religiosas, bailes e também na posse do governador Fernando Corrêa da Costa, em 1951. Mestre Ignácio também foi autor de centenas de composições entre valsas, maxixes, chorinhos, marchas e rasqueados, sendo este último seu predileto. A sua banda, além dos ritmos já mencionados, executava também, jazz, blues, boleros, foxtrot. Algumas de suas obras são: “Recordando Sempre”, “Festa no Bandeira”, “Tanque do Baú” e “Pega Pra Capa”. A partir de 2014, a Prefeitura de Cuiabá elaborará um calendário cultural voltado para o Dia da Consciência Negra (20 de novembro). O mestre - O grande Mestre Ignácio nasceu em Cuiabá no dia 12 de novembro de 1892. Foram seus pais Fidêncio Constantino de Siqueira e Severina Corrêa de Freitas. Desde pequeno acompanhava seu pai‚ devoto de Santa Cecília‚ nas festas dedicadas à santa‚ e outras festas mais. Tornou-se músico multi-instrumentista começando seu aprendizado pelo pé-de-bode (sanfona pequena‚ de 04 e 08 baixos)‚ depois clarineta‚ cavaquinho‚ trombone‚ trompete‚ baixo‚ etc. De sua autoria registram-se mais de duzentas composições entre valsas‚ maxixes‚ chorinhos‚ marchas e rasqueados‚ sendo que este era o seu “prato predileto”. A sua banda‚ além dos ritmos já mencionados‚ executava‚ também‚ jazz‚ blues‚ boleros‚ fox-trott‚ etc. Algumas de suas obras são: Recordando Sempre‚ Festa no Bandeira‚ Tanque do Baú‚ Pega Pra “Capa”‚ e algumas que foram gravadas em São Paulo. Formou-se em música e dava aulas à noite de 2a às 6a feiras (durante o dia trabalhava de pedreiro)‚ de onde saíram inúmeros bons músicos que formaram vários conjuntos em Cuiabá. Formou a sua banda juntamente com Antônio dos Santos‚ no começo dos anos 20 do século passado. Com 12 músicos‚ eles organizaram a chamada “Banda Operaria”‚ estreando na festa de Nossa Senhora da Guia. Permacecu com esse nome provisório até 1926‚ quando a banda recebeu o nome de “Banda Lira Operária Santa Cecilia”‚ e que permaneceu até 1981‚ devio a saúde abalada do mestre. O rasqueado cuiabano só tomou forma na sua batuta. Antes do Mestre Ignácio‚ o que se ouvia era a toada do siriri e resto de polca paraguaia em forma de rasqueado‚ ou o pré-rasqueado. Não deixou descendentes‚ por nunca ter casado. Conviveu‚ sim‚ com várias mulheres‚ no seu jeito boêmio. Sempre foi alegre‚ criativo‚ digno e respeitado em sua genialidade. Enfim‚ Cuiabá criou Mestre Ignácio‚ Mestre Ignácio criou o rasqueado e o rasqueado criou o cuiabano. Mestre Ignácio morreu no dia 09 de abril de 1986 no Bairro Baú‚ onde sempre viveu‚ deixando-nos a sua alegria e a alma da Baixada Cuiabana: o rasqueado.(com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16965




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