ILUSTRADO
Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015, 21h:11
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Livro reúne 130 fotos inéditas da banda tiradas entre 1970 e 1973
Por quatro anos, Os Mutantes tiveram uma integrante que não subia ao palco. Era Leila Lisboa, namorada do baixista Liminha entre 1970 e 1973 e fotógrafa do grupo. Durante o romance, Lisboa registrou o convívio da banda e, hoje, conta com mais de 500 fotos inéditas, das quais 130 estão no livro A Hora e a Vez. Lisboa conheceu Liminha em 1970, momentos antes de o baixista começar um show no Theatro São Pedro, na capital paulista. Um mês depois, estavam morando juntos, dividindo um colchão de solteiro numa kitnet na alameda Santos, conta ela. Foi assim que Leila entrou para Os Mutantes seu instrumento era uma câmera fotográfica. A coleção de fotografias traz bastidores de shows e ensaios, além de momentos íntimos dos integrantes em Saquarema, onde Arnaldo Baptista, Rita Lee, Sérgio Dias, Dinho Leme, Liminha, Leila e outros amigos passavam parte do tempo. Foi a época mais feliz dos Mutantes, diz Leila. Também há imagens num sítio na serra da Cantareira, local rodeado de lendas. Lisboa, hoje com 65 anos, afirma que as histórias sobre o alto consumo de drogas e as frequentes trocas de parceiros sexuais são superestimadas. Havia amor livre, mas Liminha e eu não saíamos com outras pessoas. (O uso de drogas) Também é meio mito. Ninguém bebia nada e nem fumava nada. A gente tinha fama de drogado, mas era careta, até certo ponto. A gente tomava LSD, mas em ocasiões raras. Eu conto nos dedos as vezes (em que tomaram ácido), disse Lisboa. Leila Lisboa parou de fotografar o grupo quando o relacionamento com Liminha chegou ao fim.