ILUSTRADO
Quinta-feira, 02 de Julho de 2015, 19h:25
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MÚSICA
Grupo de Choro na Casa Barão
A apresentação acontece logo mais na Academia Mato-grossense de Letras.
JOÃO BOSQUO
Da Reportagem
A Casa Barão de Melgaço, sede da Academia Mato-grossense de Letras, abre as portas mais uma vez para um evento voltado à música. A boa e velha música de qualidade, tanto no repertório quanto nos interpretes: o Grupo de Choro da UFMT. Os integrantes do grupo são Andrew Moraes (clarineta e flauta), Levi de Barros (trompete), Augusto Cesar (saxofones alto e tenor), Maycon Alencar (trombone), Flair Carrilho (bandolim), Patrick Rodrigues (cavaco), Rodrigo Cavalcante (piano), Eduardo Fiorussi (violão 7 cordas), Fabricio Monteiro (violão 6), Mariana Rampazzo (pandeiro) e Daniel Baier (precurssão). A direção musical do grupo é do professor Eduardo Fiorussi. Todos os integrantes do grupo, segundo Eduardo Fiorussi, são estudantes do curso de Música da UFMT. O grupo começou a se formar a partir do interesse dos alunos quando descobriram que Eduardo era expert em chorinho e queriam aprender os fundamentos da linguagem. Segundo ele, o estudo dos fundamentos é para entender as diversas manifestações do choro, como maxixe, samba, o tango (lá do inicio com Ernesto Narazeth), o baião e a valsa. Todas essas linguagens estão dentro daquilo que se convencionou chamar de choro. Assim também como o uso dos diversos instrumentos, como o violão de 7 cordas, o padeiro de couro, que tem um som diferente do de náilon que se utiliza no samba de roda. O público que vai estar presente na noite desta sexta, na Casa Barão de Melgaço, vai poder degustar um magnífico repertório de compositores consagrados como Ernesto Nazareth (Odeon), Jacob do Bandolim (Vibrações e Santa Morena), Pixinguinha e Benedito Lacerda (Vou Vivendo, Cheguei e Ainda me Recordo), Paulinho da Viola e compositores da novíssima safra como a cantora, compositora e arranjadora Bia Paes Leme, da banda que acompanha Chico Buarque, com a música Rebola Luna; do Andrew, integrante do grupo, a peça Saudades de Maria. O espetáculo, por fim, acaba meio que sendo uma aula, sem essa pretensão de ser aula, ao mostrar essa diversidade do universo do choro. Eduardo Fiorussi destaca que os compositores de diferentes épocas também parte desse painel. O espetáculo é uma realização conjunta da Academia Mato-grossense de Letras, do Instituto de Linguagens e Departamento de Artes da UFMT. Som e iluminação ficam por conta de Fidel Fiori. O início está marcado para as 20 horas e como está sendo uma nova tradição na gestão, os atrasos estão sendo evitados.